Empresários realizam carreata pedindo reabertura de comércios

Reunião nesta quinta-feira (26), entre o presidente da Aciv e diretores criou oficio que foi enviado à Prefeitura de Varginha

Redação CSul – Iago Almeida / Foto: Guilherme Campos/CSul

Nesta quinta-feira (26), um oficio foi enviado à Prefeitura de Varginha pedindo a reabertura do comércio na cidade. A reunião entre o presidente da ACIV, Anderson de Souza Martins, a presidente do Sindcomerciários, Cibele Oliveira, o presidente do SINDVAR, Aureliano Zanon Alves, o presidente do SEHAV, André Yuki e o gerente de vendas do Via Café Garden Shopping, Leonardo Andrade aconteceu na parte da tarde.

Todos avaliaram como positiva a decisão de fechar o comércio, tomada há uma semana, pois os casos de suspeitas do COVID-19 se mantiveram baixos, sem nenhum caso confirmado na cidade, evitando a proliferação do vírus.

 

“A diretoria da ACIV procurou com isso, valorizar os comerciantes que precisam da sua renda para manter os seus negócios e os funcionários das lojas que estavam muito ansiosos com possíveis demissões em massa. Ao mesmo tempo procurou estipular regras para que a saúde das pessoas fosse preservada”, informou a associação.

No dia 8 de abril, a diretoria da ACIV, juntamente com os parceiros se reunirão novamente com a Prefeitura de Varginha para reavaliar as medidas. “Apesar de pedir essa reabertura para o prefeito em exercício, sabemos que existe um decreto do Governo do Estado que deverá ser revogado, entretanto, cabe a nós, nos posicionarmos nesse momento de grave crise, tentando sempre minimizar os impactos”, disse Anderson Martins.

Aciv

Oficio completo

Dessa maneira, após intensa discussão e ouvindo todos os segmentos, a diretoria da ACIV e parceiros, emitiram ofício à Prefeitura Municipal de Varginha com as seguintes sugestões:

I – Reabertura de todas as lojas do comércio de Varginha à partir desta segunda, dia 30 de março;
II – Horário de funcionamento das lojas do centro da cidade das 10h às 17h, para evitar aglomerações nos ônibus circulares;
III – Horário de funcionamento das lojas do Shopping das 12h às 20h, para evitar aglomerações nos ônibus circulares;
IV – Todas as lojas deverão seguir regras, limitando a quantidade de pessoas dentro das lojas e para isso haverá um cartaz na porta com o número de pessoas que poderão estar dentro do estabelecimento;
V – As pessoas dentro das lojas deverão ficar a um metro de distância uma da outra para manter-se em segurança;
VI – Todos os estabelecimentos comerciais deverão disponibilizar aos clientes e colaboradores o álcool gel para higienização ou local para lavar as mãos com água e sabão;
VII – Os restaurantes deverão acomodar as mesas e cadeiras respeitando a distância mínima de 1,5 metros entre as pessoas como medida de segurança;
VIII – Os comerciantes deverão liberar para ficar em casa, os colaboradores que estão no grupo de risco, ou seja, acima de 60 anos ou com doenças, inclusive resfriados;
IX – Todos os vendedores das lojas deverão usar máscaras para possibilitar proteção aos clientes que serão atendidos;
X – Caberá a ACIV divulgar que o comércio está aberto e que sigam as regras para o bom recebimento do cliente preservando a saúde;
XI – Caberá a Prefeitura de Varginha, através do setor de posturas, fiscalizar os estabelecimentos para ver se todos estão cumprindo as regras estabelecidas;
XII – O empresário deverá possibilitar o revezamento entre os funcionários, para evitar aglomerações;
XIII – Em uma semana o comitê se reunirá novamente para reavaliar se o comércio poderá voltar a funcionar em horário normal, permanecer com horário reduzido ou até mesmo voltar a ser fechado, dependendo dos números de evolução da doença;

Presidente da Aciv, Anderson Martins

Confira o vídeo divulgado pelo presidente da Aciv, Anderson Martins, sobre as propostas da associação para a reabertura do comércio:

Carreata entre empresários

Empresários e comerciante se reuniram às 18h desta quinta-feira (26) na Avenida Princesa do Sul para realizarem uma carreata em defesa da reabertura das lojas na cidade. Os carros percorreram várias ruas da cidade e se preparavam para ir até o bairro onde mora Vérdi Melo.

A Guarda Municipal e a Polícia Militar realizaram cerco no quarteirão onde fica a casa do prefeito em exercício para que não houvesse tumulto em frente a casa de Vérdi.

Reprodução Redes Sociais

População faz carreata em Varginha-MG e pede a reabertura do comércio.#OBrasilNãoPodeParar

Publicado por Direita Minas – Varginha em Quinta-feira, 26 de março de 2020

Prefeito em exercício, Vérdi Melo

Após receber o documento em seu gabinete, o prefeito em exercício, Vérdi Lúcio Melo, gravou um vídeo que foi divulgado nas redes sociais, para tranquilizar a população. Segundo Vérdi, “entendo perfeitamente a angustia e o desespero que os comerciantes estão sentindo porque nesse momento não tem receitas e as despesas estão ai para ser pagas, é um problema sério para a nossa economia. Por outro lado, temos um quadro do coronavírus aqui no município com 28 casos suspeitos em análise. Abrir ou não o comércio é uma decisão que vamos tomar em conjunto, vamos ouvir nossos secretários e o pessoal dos hospitais, para que, a partir dai, a gente possa tomar uma decisão que for mais correta e mais justa a nossa população”, enfatizou.

Confira a fala completa de Vérdi:

Prefeito Antônio Silva

Na manhã desta sexta-feira (20), o prefeito de Varginha, Antônio Silva, que está de férias, realizou uma postagem em suas redes sociais sobre o assunto. Segundo o prefeito, ele diz que sabe dos prejuízos que os comerciantes estão sofrendo e que vão procurar fazer o melhor, contando com a colaboração de todos. Confira a postagem na íntegra:

“Bom dia. Refletimos muito sobre o pleito da ACIV de relaxamento das restrições que ela mesmo reivindicou. Não concordo que isso aconteça de forma açodada. O modelo gradual e seletivo, que me parece vai ser adotado no Estado de Santa Catarina, pode ser uma alternativa. Precisamos levantar estatisticamente o número de estabelecimentos comerciais e respectivas atividades para definirmos os níveis de risco de eventual liberação. Temos que estabelecer, também e concomitantemente, uma política de maior proteção aos grupos de risco, pois eventual liberação os tornará mais vulneráveis. Temos um Comitê que coordena as ações, formado por profissionais qualificados e responsáveis, que irá analisar o assunto. Enfim, isso deve ser feito com urgência, mas prudentemente. Temos profundo respeito pelos comerciantes e por todos aqueles que trabalham e absoluta consciência dos prejuízos que estão sofrendo pelas medidas de restrição impostas pela excepcionalidade do momento que vivemos. Procuraremos fazer o melhor, contando com a colaboração de todos”.

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