Valor da cesta básica fica estável na cidade de Varginha em setembro

Estabilização ocorre em relação a um valor muito alto, impactando fortemente o orçamento das famílias.

Após a forte elevação ocorrida no mês anterior, o Índice da Cesta Básica de Varginha (ICB-UNIS), calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis, ficou estável neste mês de setembro (-0,01%) em comparação com agosto. Importante destacar que esta estabilização ocorre em relação a um valor muito alto, impactando fortemente o orçamento das famílias.

Em 12 meses, de setembro de 2020 a setembro de 2021, a cesta básica em Varginha apresentou alta de 20,12%. No acumulado deste ano de 2021, entre janeiro e setembro o aumento foi de 0,39%. A pesquisa coleta os preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, tendo como base a metodologia do DIEESE.

A pesquisa demonstrou que neste mês de setembro o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$509,78, o que corresponde a 50,10% do salário mínimo líquido. É a terceira vez neste ano que o valor da cesta básica fica acima da metade de um salário mínimo líquido. Com isso, um trabalhador que recebe o salário mínimo mensal precisa trabalhar 101 horas e 57 minutos no mês para adquirir essa cesta.

Comparando os preços de setembro com o mês de agosto, é possível verificar que, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Varginha, seis tiveram alta nos preços médios: banana, café em pó, açúcar refinado, óleo de soja, carne bovina e feijão carioquinha. Um produto manteve seus preços médios inalterados, o pão francês. E seis produtos tiveram queda em seus preços médios: tomate, batata, farinha de trigo, arroz, leite integral e manteiga.

A estabilização do preço da cesta básica próxima do maior valor neste ano de 2021 reforça o fato de que a dinâmica da oferta dos produtos continua muito impactada pela recente onda de frio e pela seca. Somam-se a isso fatores como o câmbio desvalorizado e a forte demanda externa que continuam influenciando os preços médios dos produtos alimentícios. Geralmente, o último trimestre do ano apresenta elevações na demanda que deverão ser compensadas por incentivos ao aumento de produção e da oferta interna destes produtos, caso contrário novos aumentos poderão ocorrer impactando ainda mais o orçamento doméstico.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

Fonte: Ascom Grupo Unis/Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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