Altas do gás e combustível impactam no orçamento de comerciantes que trabalham com delivery em Varginha

“A alta do gás e do combustível trouxe muita dificuldade para nós, que trabalhamos com restaurante e delivery. O gás é essencial para o estabelecimento e a alta apertou bastante, assim como o valor do combustível” – diz empresária do ramo gastronômico da cidade.

Redação CSul: Franciele Brígida /Foto: Arquivo/Banco Central/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O dia a dia do brasileiro segue passando por constantes mudanças devido à alta nos preços de produtos essenciais, como gás de cozinha, combustíveis e alimentos. Neste ano, o gás sofreu mais de três altas em seu valor, em pesquisa realizada pelo CSul, o botijão mais barato encontrado em Varginha sai a R$100, sendo o mais caro R$110.

Desde o início do ano, o preço médio do botijão de gás subiu quase 30% aos consumidores, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O preço médio final começou em janeiro cotado em R$ 75,29 e agora chegou ao patamar de R$100 ou mais. A alta no valor afeta diretamente famílias que, buscam alternativas para economizar e comerciantes que dependem tanto do gás como do combustível para garantir renda.

“A alta do gás e do combustível trouxe muita dificuldade para nós, que trabalhamos com restaurante e delivery. O gás é essencial para o estabelecimento e a alta apertou bastante, assim como o valor do combustível, mesmo trabalhando com motoboys terceirizados, tivemos que aumentar a taxa de entrega”, relatou a proprietária, Alessandra Geraldelli.

Alta nos combustíveis

Os sucessivos aumentos no preço dos combustíveis deixaram um gosto amargo para as empresas de entrega. Os empresários do setor se encontraram em um dilema entre subir o valor das corridas e perder clientes, ou manter a taxa e registrar prejuízo devido à alta. De acordo com Andreia Lopes, que trabalha no setor, a alta no valor do combustível não só afetou nas corridas, como também na busca de entregadores.

“Trabalhamos com mais de 30 motoboys e temos muita procura diariamente, mas devido à alta do combustível muitos entregadores acreditam não compensar tanto. Com a elevação, também tivemos de conversar com os clientes a respeito das taxas, para aqueles que não concordaram, acabamos por manter o valor, para evitar perde-los”, disse.

Ainda conforme Lopes, a estratégia para economizar é traçar rotas visando evitar que os entregadores retornem a base. “Para entregas próximas sempre traçamos uma rota, por vezes os motoboys realizam três entregas em uma só viagem”.

Em Varginha, o preço do combustível possui uma variação de 3%, entre o valor mais baixo de R$6,98 e o mais alto R$7,19. Já o álcool conta com uma variação de 3,8%, sendo R$5,38 o mais barato e R$5,59 o mais caro.

Último reajuste

A Petrobras anunciou reajuste no mês de outubro. A gasolina passou a ser repassada às distribuidoras custando R$ 3,19 o litro. Isso equivale a mais um aumento de 7% sobre os atuais R$ 2,98 nas refinarias.

O diesel sofreu reajuste em R$ 0,28 no preço do litro, o equivalente a mais de 9%. Custando R$ 3,34 nas refinarias.

Segundo a nota da Petrobras, os reajustes seguem o compromisso de praticar preços competitivos, em equilíbrio com o mercado. Além disso, a estatal destaca a importância dos reajustes “para garantir que o mercado siga sendo suprido”, “sem riscos de desabastecimento”.

A política de preços da Petrobras segue os valores praticados pelo mercado internacional e, sobre isso, a empresa destaca que isso é importante porque vivencia um momento atípico de “alta demanda”, para este mês.

*Com informações Agência Brasil

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