Índice da cesta básica de Varginha tem maior alta em 2020

O Índice da Cesta Básica em Varginha (ICB-UNIS), calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis, apresentou alta de 12,69% entre os meses de outubro e novembro deste ano. Foi a maior elevação do índice no ano de 2020 e a segunda maior desde o início da pesquisa em junho de 2018.

As consideráveis elevações de preços em itens como tomate, batata e óleo de soja contribuíram muito para esse aumento. A pesquisa coleta os preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade seguindo a metodologia nacional do DIEESE.

Em 12 meses, de novembro de 2019 a novembro de 2020, o valor da cesta básica em Varginha teve aumento de 35,91%. No acumulado deste ano de 2020 há uma elevação de 18,98%. A pesquisa verificou que neste mês de novembro o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$485,69, o que corresponde a 50,52% do salário mínimo líquido. Dessa forma, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 102 horas e 15 minutos no mês para a dquirir essa cesta.

Entre os meses de outubro e novembro de 2020, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Varginha, nove tiveram alta nos preços médios: tomate, batata, óleo de soja, farinha de trigo, café em pó, carne bovina, pão francês, arroz e manteiga. Quatro produtos tiveram queda em seus preços médios: leite integral, banana, feijão carioquinha e açúcar refinado.

O alto índice da cesta básica em Varginha neste mês foi provocado essencialmente pela alta volatilidade nos preços do tomate e da batata, bem como pela continuidade do aumento nos preços do óleo de soja, carne bovina e arroz. Espera-se que na próxima sondagem ocorra uma queda nos preços dos hortifrutigranjeiros (tomate e batata), desde que grandes alterações climáticas n&a tilde;o atrapalhem a produção. No entanto, produtos como óleo de soja, arroz e carne bovina ainda devem permanecer em níveis elevados em virtude da baixa disponibilidade interna, aumento das exportações e elevação na demanda. Especialistas afirmam que somente no início de 2021 esses produtos podem apresentar queda mais considerável nos preços, principalmente com o início das próximas safras, especialmente da soja.”, concluiu o responsável pela pesquisa, Prof. Pedro dos Santos Portugal Júnior.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

Fonte: Unis

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