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Vacinação contra a gripe e sarampo em Varginha está baixíssima, alerta a SEMUS

Conforme o médico infectologista Luiz Carlos Coelho, é importante se imunizar para prevenir a alta de casos de síndrome respiratória aguda grave pela influenza.

Redação CSul / Foto: Arquivo/Gilberto Marques/Governo do Estado de São Paulo

A Prefeitura informa que a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe e o Sarampo que, ocorre desde o início de abril está com a cobertura vacinal muito ruim em Varginha. Quanto à influenza (gripe) a meta é vacinar 90% de cada grupo prioritário, explica a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), mas até o início desta semana 20,6% das crianças haviam sido vacinadas; os trabalhadores de saúde são os que mais buscaram a dose, 54,8%; idosos 36,2% somente; gestantes 8,6% vacinados e professores 4,8%.

O coordenador da Vigilância em Saúde, médico infectologista Luiz Carlos Coelho alerta que “em relação à campanha de vacinação contra a gripe precisamos avançar mais, precisamos muito da adesão principalmente desses grupos prioritários para que a gente consiga cumprir a meta de cobertura vacinal e no inverno não tenhamos muitos casos de síndrome respiratória aguda grave pela influenza”.

Ao mesmo tempo vem sendo feito um chamamento para a vacinação contra o sarampo, doença que foi reintroduzida em 2019 no Brasil que pode ser letal, pode ser grave e a meta é vacinar 95% dos grupos prioritários. “Em relação a dois grupos prioritários de vacinação contra o sarampo, até segunda-feira tínhamos 30,6% das crianças e 46,6% dos trabalhadores da saúde vacinados”, revela o médico infectologista.

“Fica o alerta para doenças graves, possíveis de serem prevenidas através da vacinação e que merecem a atenção de todos”, conclui Dr. Luiz Carlos.

O Ministério da Saúde pediu, inclusive, para pesquisadores investigarem o porquê desse descaso quanto à vacinação em todo o país, lembrando que o Brasil é referência mundial na vacinação desde os anos de 1970.

A pesquisa, que foi feita porque o índice médio de vacinação no Brasil está em 67%, abaixo do ideal, que é entre 90 e 95%, mostrou que entre os principais motivos estão o medo de reações e o descaso com a imunização para doenças já erradicadas.

Grupos prioritários

Nesta segunda fase, os grupos prioritários são idosos de 60 anos ou mais; profissionais de saúde; crianças de 6 meses a menores de 5 anos; gestantes; puérperas; professores das escolas públicas e privadas; pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; pessoas com deficiência permanente; profissionais das forças de segurança e salvamento e das forças armadas; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

Pontos de imunização

Prefeitura de Varginha

*Com informações Prefeitura de Varginha