Feministas de Varginha não querem Bruno no Boa

Se por um lado a contratação do goleiro Bruno Fernandes, 32, pelo time de futebol Boa Esporte, de Varginha, no Sul de Minas, pode passar a exaltá-lo apenas como um grande jogador, por outro lado, mulheres militantes da cidade não aceitam que ele seja visto novamente como um ídolo e que se apague da memória o crime bárbaro que o ronda desde 2010, quando ele foi acusado de matar e ocultar o corpo da modelo Eliza Samudio, mãe do filho dele. Assim, a Frente Feminista Popular de Varginha já se mobiliza e organiza um primeiro ato de Repúdio ao Boa, contra a vinda do atleta ao clube, no dia da apresentação oficial dele para o time e a imprensa, o que deve ocorrer nesta terça-feira (14). O grupo de cerca de 100 mulheres promete não dar sossego ao goleiro e ao clube, e está disposto a ir nos jogos e treinos protestar, para além das manifestações nas redes sociais, até que os dirigentes voltem atrás na decisão de contratar Bruno.

“Nós recusamos a ideia da vida de mulheres serem banalizadas novamente em nome do dinheiro. A vida de Eliza foi tirada por causa de recusa à pensão e agora é usada e diminuída novamente em torno dessa questão (…) Convocamos o ato contra a facilidade que é para um time e seus patrocinadores terem suas imagens ligadas ao feminícidio (assassinato de mulher)”, dizia um trecho do texto que está no evento do protesto nas redes sociais. Para essas mulheres do movimento, fazem setes anos que Bruno deixou de ser apenas um goleiro e a vida de uma mulher (Eliza) não pode ser esquecida pela carreira dele.

A notícia de que o jogador seria contratado pelo time da cidade pegou de surpresa o movimento feminista de lá que vem atuando há mais de um ano, pelo fim da violência contra a mulher e do machismo que estaria arraigado no município, segundo elas, ainda muito conservador e patriarcal. E a “bomba”, dizem, veio exatamente após uma semana de atividades pelo Dia Internacional da Mulher, que contou com cine debates, atos nas ruas, “panfletaços” com material informativo sobre abuso, dados de feminicídios etc.

Se por um lado a contratação do goleiro Bruno Fernandes, 32, pelo time de futebol Boa Esporte, de Varginha, no Sul de Minas, pode passar a exaltá-lo apenas como um grande jogador, por outro lado, mulheres militantes da cidade não aceitam que ele seja visto novamente como um ídolo e que se apague da memória o crime bárbaro que o ronda desde 2010, quando ele foi acusado de matar e ocultar o corpo da modelo Eliza Samudio, mãe do filho dele. Assim, a Frente Feminista Popular de Varginha já se mobiliza e organiza um primeiro ato de Repúdio ao Boa, contra a vinda do atleta ao clube, no dia da apresentação oficial dele para o time e a imprensa, o que deve ocorrer nesta terça-feira (14). O grupo de cerca de 100 mulheres promete não dar sossego ao goleiro e ao clube, e está disposto a ir nos jogos e treinos protestar, para além das manifestações nas redes sociais, até que os dirigentes voltem atrás na decisão de contratar Bruno. “Nós recusamos a ideia da vida de mulheres serem banalizadas novamente em nome do dinheiro. A vida de Eliza foi tirada por causa de recusa à pensão e agora é usada e diminuída novamente em torno dessa questão (…) Convocamos o ato contra a facilidade que é para um time e seus patrocinadores terem suas imagens ligadas ao feminícidio (assassinato de mulher)”, dizia um trecho do texto que está no evento do protesto nas redes sociais. Para essas mulheres do movimento, fazem setes anos que Bruno deixou de ser apenas um goleiro e a vida de uma mulher (Eliza) não pode ser esquecida pela carreira dele. A notícia de que o jogador seria contratado pelo time da cidade pegou de surpresa o movimento feminista de lá que vem atuando há mais de um ano, pelo fim da violência contra a mulher e do machismo que estaria arraigado no município, segundo elas, ainda muito conservador e patriarcal. E a “bomba”, dizem, veio exatamente após uma semana de atividades pelo Dia Internacional da Mulher, que contou com cine debates, atos nas ruas, “panfletaços” com material informativo sobre abuso, dados de feminicídios etc.
Feministas de Varginha não querem Bruno no Boa

Fonte: O Tempo

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