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Exame confirma febre amarela em macaco encontrado morto próximo ao Zoológico

Animal morreu no dia 5 de setembro e o resultado foi divulgado na última sexta-feira, 11 de outubro

A Secretaria Municipal de Saúde/Setor de Epidemiologia divulgou a noite da última sexta-feira (11) o resultado de um exame que confirmou a presença do vírus da febre amarela em um macaco encontrado morto no dia 5 de setembro, próximo ao Zoológico e ao Parque Novo Horizonte, em Varginha.

Diante da confirmação, foram reforçadas medidas de segurança na cidade. Uma delas é o fechamento do Zoológico e do parque Novo Horizonte durante 30 dias para desinsetização.

Além disso, uma nova campanha de vacinação contra a doença teve início nesta segunda-feira (15). Serão disponibilizadas 3 mil doses para a população. Quem já recebeu a dose, não precisa se vacinar.

O setor de zoonoses fará um mapeamento em áreas de mata para localizar possíveis animais mortos. Já a vigilância ambiental fará eliminação de focos com limpeza em terrenos e casas.

Todas as pessoas podem e devem notificar a ocorrência de morte e/ou macacos doentes para o Setor de Zoonoses pelo telefone: 3690 2276.

Importante

Os macacos não transmitem o vírus da febre amarela. Pelo contrário. São tão vítimas quanto os humanos. E ainda cumprem uma função importante: ao contraírem o vírus, transmitido em ambientes silvestres por mosquitos do gênero Hemagogo, eles servem de alerta para o surgimento da doença no local. Desse modo, contribuem para que as autoridades sanitárias tomem logo medidas para proteger moradores ou pessoas de passagem na região.

Sintomas da doença

Em humanos, a febre amarela causa infecção aguda com febre, icterícia, albuminúria, hemorragia, insuficiência hepática e renal, que pode levar à morte em aproximadamente uma semana, em cerca de 50% dos casos mais graves. Já em macacos, a viremia dura cerca de 3 a 4 dias, com a morte podendo ocorrer entre 3 a 7 dias. Os sintomas são febre, icterícia, apatia, desidratação, anorexia, hemorragia bucal e intestinal, insuficiência hepática e renal, degeneração gordurosa do fígado com necrose extensa e acúmulo de lipídios.

A febre amarela, portanto, não é contagiosa, isto é, os macacos não transmitem diretamente essa doença, assim como ela não é transmitida diretamente de um humano a outro. Os mosquitos sim são os vetores do VFA, transmitindo-o entre primatas humanos e não-humanos.

Recomendações do ICMBio

Ao encontrar macacos mortos, ou caídos no solo e/ou notadamente fragilizados:

* Não manipular os animais, pelo risco de contaminação por outras doenças (não pelo vírus da febre amarela);

* Deve-se comunicar imediatamente às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, e/ou Delegacias do Ministério da Saúde, responsáveis por analisar os casos e investigar a circulação do vírus da febre amarela;

Ao encontrar macacos vivos, sadios e em vida livre, os mesmos:

* Não capturar;

*Não alimentar;

*Não retirar do seu hábitat;

*Não translocar para outras áreas;

*Não agredir e muito menos matar.

Ao presenciar ou saber de agressões e matanças de macacos (Primatas Não-Humanos):

* Denunciar às autoridades de meio ambiente (Secretarias Municipais e Estaduais, Ibama, Polícia Ambiental/Florestal), pois isto constitui crime ambiental e prejudica o trabalho de vigilância sanitária, inclusive para prevenir o agravamento dos surtos de febre amarela.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

Fontes: Varginha Online e icmbio.gov.br / Foto: Reprodução

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