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Crise hídrica: Lago de Furnas tem limite mínimo de 15% até novembro

Agência Nacional de Águas (ANA), emitiu declaração de escassez de recursos hídricos devido à situação delicada. Situação hídrica piora votação sobre privatização da Eletrobras.

Redação CSul/Foto: Reprodução CSul

Oficialmente na última semana do Outono, os varginhenses têm vivido dias gelados, apesar do sol que desponta pelas manhãs. O Inverno terá início na próxima segunda-feira (21), à 00h32 pelo horário de Brasília. A estação já é motivo de alerta pela falta de chuvas, o que pode ocasionar uma crise hídrica em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), há um alerta sobre a possibilidade de crise hídrica devido a escassez de chuvas na região hidrográfica da Bacia do Paraná, que abastece os estados brasileiros; São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul, entre os meses de junho e setembro.

Ainda segundo o órgão federal, é a primeira vez que o Sistema Nacional de Meteorologia divulga um Alerta de Emergência Hídrica, que reforça a importância das previsões meteorológicas na antecipação e na redução de riscos para a população.

Lago de Furnas

No Sul de Minas, a baixa no nível do Lago de Furnas é motivo de preocupação. O reservatório que abastece a Hidrelétrica de Furnas, no município de São José da Barra, se tornou quase que um pasto em grande parte das cidades que, utilizam das águas para o turismo e sustento de pescadores e piscicultores. 

Parte da represa em Varginha já secou por total/Foto: Reprodução CSul

Devido à situação delicada em que o Lago se encontra, a Agência Nacional de Águas (ANA), emitiu declaração de escassez de recursos hídricos e definiu limite mínimo para o reservatório até novembro, sendo este limite 15%.

Vale ressaltar que, a antiga PEC 52, atualmente Emenda Constitucional 106, de autoria do deputado estadual Professor Cleiton (PSB), tem como objetivo garantir a cota mínima do nível da água de 762 metros para Furnas e 663 metros para a represa Mascarenhas de Moraes, conhecida como Lago de Peixoto. Além da geração de energia elétrica, o nível adequado das águas é necessário para o seu múltiplo uso e o bom funcionamento de atividades como agricultura, pesca, piscicultura e turismo.

Ao Correio do Sul, o deputado estadual Professor Cleiton enfatizou o que esperar dos próximos meses em relação a crise climática. “A gente já vem anunciando a possibilidade dessa crise acontecer há um bom tempo. Nós já discutimos com as agências reguladoras, principalmente, com o comitê de crise, que foi aberto pela Agência Nacional das Águas – ANA – e pelo Operador Nacional de Sistema, que lá atrás, final de 2019, início de 2020, era necessário ligar as termas elétricas. Essas termas poderiam resolver a manutenção do nível do reservatório, ultrapassando a cota mínima e utilizando os reservatórios no momento em que essa crise climática e a falta de chuva acontecesse. Ao mesmo tempo, nós teríamos os lagos gerando energia e mantendo o chamado múltiplo uso das águas. O que a gente percebe, é que houve uma total falta de planejamento do Ministério de Minas e Energia e, agora, nós vamos pagar um preço muito alto nos próximos meses, tanto no que diz respeito a racionamento, quanto no aumento da conta de energia elétrica. Ao mesmo tempo, o reservatório estará sendo prejudicado, pois os mesmo serão utilizados, exclusivamente, para o uso de energia” – disse o deputado.

Situação hídrica piora votação sobre privatização da Eletrobras

Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, segue manifestando incômodo com a intenção do governo de restringir o reservatório da hidrelétrica de Furnas, para uso da água direcionado à energia. O presidente optou por pautar para esta quarta-feira (16), MP que abre caminho para a privatização da Eletrobras, mesmo sem acordo para aprovação.

Na última semana, líderes do Senado mudaram a reação à MP e chegaram a ameaçar derrubar a proposta, pedindo até que o texto não fosse pautado. Na avaliação da Consultoria Legislativa do Senado, a MP é inconstitucional.

O texto necessita do aval do Congresso até o dia 22 ou perderá validade. A aposta do governo federal é que a MP seja aprovada no Senado com alterações para que a Câmara faça nova votação na próxima semana.

Para Pacheco, além de faltar planejamento ao setor, o governo ignora a realidade de uso múltiplo de águas no Estado. Cerca de 30 municípios no entorno de Furnas vivem de negócios turismo e piscicultura.

*Com informações: Seu Dinheiro, G1 Sul de Minas e Notícias R7

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