Turismo retorna à passos lentos no Sul de Minas

Cidades da região seguem adotando medidas de prevenção ao novo coronavírus e muitos pontos turísticos ainda permanecem fechados

Devido à pandemia do novo coronavírus, eventos e viagens tiveram de ser interrompidos. Na região, cidades que são forte polo turístico foram diretamente afetadas com fechamento de parques e cachoeiras. No início da pandemia, muitos municípios tiveram que conviver com a política de cancelamento e adiantamento das reservas dos serviços, dessa forma tiveram que implementar a comunicação com clientes.

O setor de turismo vive sua maior crise desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Desde o início da pandemia, em 11 de março, o setor acumula perdas de R$ 62,5 bilhões, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

“O mundo enfrenta uma crise sanitária e econômica sem precedentes. O turismo foi duramente atingido, com milhões de empregos em risco num dos setores da economia com maior necessidade de mão de obra”, afirmou o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo , Zurab Pololikashvili.

Região

O sul de Minas Gerais guarda cachoeiras entre montanhas, trilhas em lugares verdes e atrações românticas e bucólicas, com diversos destinos turísticos gostosos e fáceis de chegar de São Paulo, Campinas e outras cidades. Por isso sempre foi um dos destinos mais procurados do país para férias e passeios nos finais de semana.

Diante do cenário atual, a população assim, como as prefeituras, segue se reinventando para minimizar os efeitos na economia. Muitas cidades têm aproveitado o momento de baixa para fazer melhorias na infraestrutura.

Agora, hotéis e similares integram a onda verde do plano Minas Consciente, que engloba as atividades essenciais. O protocolo sanitário dos serviços de hotelaria e similares contém mais de 50 orientações. Uma delas diz respeito à permanência de funcionários pertencentes ao grupo de risco em trabalho remoto, assim como higienização e o distanciamento social.

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles após o fim da pandemia os brasileiros estarão ávidos para vivenciar o lazer através do turismo. “Eu acredito que o Turismo será um dos setores que vai se recuperar mais depressa porque as pessoas estão ávidas por momentos de lazer e relaxamento. Quando tudo isso passar, a população vai querer fazer viagens curtas, principalmente dentro do país”, disse Melles, em live realizada na última sexta-feira (29).

O objetivo de todas as medidas é o adiantamento do desenvolvimento econômico nas respectivas cidades da região.

Monte Verde

No distrito de Camanducaia, foi autorizada a entrada de turistas na última segunda-feira (1°). Os visitantes que pretendem passar pelo município por um dia, somente podem ter acesso de segunda a sexta-feira.

Já aos fins de semana e feriados, turistas com reservas confirmadas podem ficar hospedados na cidade. Os comprovantes de reserva devem ser apresentados nas barreiras sanitárias.

Os hotéis e pousadas somente terão os hospedes até o dia 17 de junho. Vale ressaltar que nas vias públicas do município é obrigatória a utilização de máscaras.

Trilhas e parques permanecem fechados. Monte Verde também possui toque de recolher das 23h às 6h.

São Lourenço

O São Lourenço Convention & Visitors Bureau (SLCVB) e a prefeitura apresentaram uma campanha publicitária para promover o destino turístico na cidade.

Intitulada de “São Lourenço para conhecer e amar”, a campanha vai fazer com que as pessoas que já frequentam o município revivam momentos que tiveram no passeio e chama a atenção para novos turistas. Para as pessoas que já tinham visitas programadas, a campanha incentiva a remarcação ao invés do cancelamento.

O Parque das Águas de São Lourenço, no Circuito das Águas, principal atração turística da cidade continua fechado. A cidade é conhecida por receber muitos turistas de São Paulo e do Rio de Janeiro, que buscam águas minerais das nove fontes do parque, cada uma com suas propriedades terapêuticas e medicinais em particular.

*Com informações: São Lourenço Atual

Demais cidades

As demais cidades da região ainda seguem com as medidas de prevenção e muitas estão com barreiras nas entradas proibindo turistas, como São Tomé das Letras. Cachoeiras permanecem fechadas em Aiuruoca e Baependi, dois dos destinos mais procurados para quem busca tranquilidade e sossego.

Em São Tomé das Letras, a prefeitura segue fazendo atualizações sobre a Covid-19 em sua página oficial do Facebook. O município segue sem receber a visita de turistas desde que um decreto foi publicado pelo prefeito, impedindo entrada na cidade. Já em Poços de Caldas, os pontos turísticos seguem passando por melhorias para atender a população, em breve, segundo a Prefeitura.

Em Aiuruoca e Baependi, as cachoeiras permanecem fechadas. O caminho até o Pico do Papagaio, em Aiuruoca, também está interrompido, visando a não proliferação da doença.

Em Lambari o Parque das Águas funciona das 13h às 16h e para ter acesso ao local é preciso estar de máscara e respeitar o distanciamento social. A cidade chegou a fechar as entradas, quando os casos começaram a crescer, mas reabriu dias depois.

Já em Caxambu, o Parque das Águas, um dos mais procurados da região, permanece fechado. A população somente pode utilizar a fonte externa do local.

Juruaia e Jacutinga estão realizando suas principais feiras de moda, totalmente on-line. A Felinju, principal fonte econômica do município, conta com mais de 50 lojas participantes e segue até o dia 5 de junho com vendas pela internet. Comerciantes buscam alternativas para se adequar a nova modalidade e não perder o lugar em uma das principais feiras do Estado. Já a Festmalhas terá sua 43ª edição também online pela primeira vez. Entre os dias 13 de julho e 2 de agosto, peças em tricô e crochê, e gastronomia peculiar são destaques e grandes expectativas para burlar a crise.

Redação CSul: Franciele Brígida / Foto destaque: William Siqueira

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