Sul de Minas recebeu 11.094 inspeções em unidades suspeitas de irregularidades

No Sul de Minas, a Cemig realizou 11.094 inspeções e foram encontradas 2.704 irregularidades na região, segundo a companhia se não houvesse ligações irregulares e clandestinas na área de concessão da empresa fornecedora de energia, a tarifa dos consumidores mineiros poderia ser até 5% mais barata.

Somente em Montes Claros, a Cemig visitou 22.470 mil unidades, encontrando 5.653 mil irregularidades. O objetivo das inspeções é reduzir o número de fraudes na rede de distribuição, uma vez que as perdas decorrentes das ligações irregulares refletem não somente na economia da empresa, mas também da população, já que a energia furtada é considerada na composição da tarifa de energia elétrica.

Além das inspeções de rotina, é realizado periodicamente mutirões para regularizar as unidades que possuem algum tipo de fraude, inclusive acompanhada da Polícia.

A população também pode auxiliar a companhia no combate ao furto de energia, denunciando irregularidades. Essas denúncias são feitas de forma anônima pelo telefone 116 e demais canais de comunicação da empresa fornecedora de energia.

Novos objetivos

Se em 2019, a companhia realizou 306 mil inspeções, em 2020 a companhia pretende fazer cerca de 800 mil fiscalizações em medidores em todo o estado. Recentemente, a companhia contratou 556 técnicos para se dedicarem a esse trabalho, além de outros técnicos para modernizarem o parque de medição.

 Ao identificar uma suspeita de irregularidade na medição de energia, o eletricista da companhia retira o medidor da unidade consumidora e lacra o aparelho em envelope plástico específico. Logo depois, ele instala um novo equipamento e envia o antigo aparelho para o laboratório da companhia, que é certificado pelo Inmetro. Lá, é feita uma análise detalhada para identificar possíveis intervenções no medidor. Segundo Marcelo Moreira, engenheiro de Medição e Perdas da Cemig, o cliente pode acompanhar todo o processo de avaliação. Por dia, a empresa recebe cerca de 450 equipamentos com suspeitas de fraude para análise.

Caso seja confirmada a irregularidade pela Cemig, o titular da unidade consumidora pode responder criminalmente, já que a intervenção é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e estipula multa e pena de até oito anos de reclusão, além da obrigação de pagamento de um custo administrativo de até R$ 3.980 e ressarcimento de até 36 meses da energia faturada a menor, de forma retroativa.

Com informações da Cemig 

Foto: Flickr

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