Cesta básica em Três Pontas volta a subir no mês de maio

Conforme pesquisa realizada pelo Grupo Unis, elevação nos preços de produtos como batata, açúcar refinado, farinha de trigo e carne bovina foram decisivos para o aumento.

Entre os meses de abril e maio o Índice da Cesta Básica de Três Pontas (ICB – FATEPS/UNIS) apresentou aumento de 2,34%, sendo o segundo mês consecutivo de alta. A elevação nos preços de produtos como batata, açúcar refinado, farinha de trigo e carne bovina foram decisivos para este aumento.

A pesquisa consiste na coleta dos preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, seguindo a metodologia adotada pelo DIEESE nas principais capitais brasileiras. Em 12 meses, de maio de 2020 a maio de 2021, a cesta básica aumentou 22,88% em Três Pontas. No acumulado deste ano de 2021 o índice apresenta queda de -2,03%.

A sondagem atual mostra que no mês de maio o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Três Pontas é de R$533,52. Esse valor corresponde a 52,43% do salário mínimo líquido. Sendo assim, um trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 106 horas e 42 minutos por mês para adquirir essa cesta na cidade de Três Pontas.

Entre abril e maio deste ano, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Três Pontas, 11 tiveram alta dos preços médios: batata, açúcar refinado, farinha de trigo, carne bovina, manteiga, feijão carioquinha, café em pó, leite integral, arroz, tomate e óleo de soja. Novamente o pão francês manteve o preço médio inalterado. E apenas um produto teve seu preço médio diminuído: a banana.

Conforme afirmamos no relatório anterior, a dinâmica das safras de alguns produtos, a demanda externa bastante aquecida e o comportamento das cotações internacionais provocaram grandes elevações em produtos como batata, açúcar refinado, farinha de trigo e carne bovina, influenciando fortemente o valor da cesta básica em Três Pontas. Acredita-se que tais fatores, juntamente com um possível aquecimento da demanda interna, continuarão a influenciar o comportamento futuro dos preços no curto prazo.

Fonte: Grupo Unis/Foto: Divulgação

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