Boa Esporte é rebaixado ao Módulo II do Campeonato Mineiro

Clube amargou seu segundo rebaixamento em menos de seis meses após ser derrotado por 2 a 1 para o Atlético-MG, neste domingo; saídas são confirmadas, dentre elas, Carlos César, que não ficou por nenhum mês completo na equipe.

Redação CSul – Alisson Marques/Foto destaque: Pedro Souza/Atlético-MG

O Boa Esporte amargou seu segundo rebaixamento em menos de seis meses. Após ser rebaixado à Série D, em 2020, o clube de Varginha consolidou, matematicamente, seu descenso ao Módulo II do Campeonato Mineiro no próximo ano – depois de perder por 2 a 1 para o Atlético-MG, neste domingo (18), no Mineirão. A Coruja até saiu vencendo, mas tomou a virada e teve o rebaixamento decretado com uma rodada de antecedência. Cenário parecido, inclusive, com o rebaixamento na Série C do ano passado.

O Boa viajou para Belo Horizonte com um elenco devassado por vários motivos, dentre eles, lesões, saídas de jogadores e suspensão. A equipe entrou em campo bastante modificada e, até mesmo, com improvisos. Zagueiro de origem, André Penalva, por exemplo, atuou com lateral esquerdo. Já Carlos Henrique, lateral de ofício, jogou como ponta pela esquerda.

Apesar de toda dificuldade, o Boa se apresentou organizado durante a partida, e foi premiado com gol de Thiaguinho. Pressionado após a derrota no clássico – diante do Cruzeiro – o Galo partiu com tudo e conseguiu o empate com Eduardo Vargas.

O segundo tempo foi marcado por um domínio dos mandantes. O time de Varginha tentava encaixar um contra-ataque para surpreender o rival, porém já no final da partida, aconteceu o lance mais polêmico do jogo. Após falta de Thiaguinho, fora da área, o árbitro assinalou pênalti, que Guilherme Arana cobrou e virou o jogo.

Com a derrota, o Boa confirmou seu rebaixamento para o Módulo II em 2022. Para piorar, o clube de Varginha terá que conseguir o acesso na Série D deste ano, para ter calendário cheio na próxima temporada – fato que nunca ocorreu desde a chegada do time na cidade, em 2011.

Na última rodada, a Coruja encará a Caldense no domingo (25), no Estádio Municipal de Varginha, às 16h. Já o Galo, irá até São João Del Rei, onde enfrenta o Athletic, também no domingo, às 16h. Antes, o clube terá o Deportivo La Guaira, na quarta-feira (21), às 19h, fora de casa, pela Taça Libertadores.

Campanha ruim, troca de treinadores e pouca produtividade

A campanha até aqui foi marcada por resultados péssimos, troca de comando e pouca produtividade. Ao todo, foram dez jogos, com uma vitória, dois empates e sete derrotas. O clube, que começou com Ariel Mamede no comando, trouxe Gabardo Júnior após pedido de demissão do antigo treinador.

Ariel Mamede deixou o Boa Esporte e acertou com o Goianésia/Foto: Mário Purificação – Boa Esporte

Além de Ariel Mamede e Gabardo, o time foi treinado, também, pelo auxiliar-técnico da equipe Cesinha. Com Mamede à frente, o Boa conseguiu uma vitória – diante do Coimbra – Cesinha comandou o Boa em três partidas: derrota para Uberlândia, Patrocinense e Cruzeiro. Já Gabardo Júnior, estreou no empate diante da URT, na semana passada.

O desempenho da equipe no geral também deixou a desejar. Até aqui, são apenas seis gols marcados (segundo pior, atrás somente do Coimbra, com cinco) e 14 gols sofridos (segunda pior defesa, atrás apenas do Uberlândia, com 14).

Boa Esporte começa reformulação do elenco

Após anunciar, na sexta-feira (16), as saídas do lateral esquerdo Matheus Muller e do atacante Fabinho – ambos foram para o Operário-MT – o Boa Esporte confirmou, também, a rescisões de contratos do lateral Carlos César e do volante Léo Coca. A informação foi confirmada, em primeira mão, pelo Correio do Sul. Segundo o diretor de futebol, Rildo Moraes, ambos pediram desligamento do clube.

Léo Coca chegou no Boa Esporte no início da temporada, mais precisamente no começo de fevereiro. O jogador disputou nove partidas e não marcou gol vestindo a camisa boveta.

Por outro lado, Carlos César, não ficou por nenhum mês inteiro no Boa Esporte. O jogador, que foi anunciado no dia 29 de março, chegou à Coruja com status de “ídolo”, principalmente pela grande passagem nos anos de 2010 e 11. Todavia, Carlos atuou em apenas três partidas, e longe de sua função atual. Nos jogos contra Patrocinense, Cruzeiro e URT, o atleta jogou como meio-campo e pouco rendeu.

Carlos César não ficou por nenhum mês em sua nova passagem pelo Boa Esporte/Foto: Natan Moraes

Além da última rodada do Campeonato Mineiro, o Boa terá pela frente o Campeonato Brasileiro Série D neste ano.

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