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Nossa visão do Mundo – Por Juarez Alvarenga

A vida é um espetáculo que muda constantemente, conforme avançamos. Hoje, amadurecido, a seriedade existencial navega em alto mar, nas turbulências dispersas das experiências vividas. A bússola dos sofrimentos nos orienta e depois dos quarenta anos não há sofrimento virgem. O homem é piloto de sua truculência existencial, O homem dos quarenta, interiorizado e massacrado pelas tempestades, sem piedade, recolhe no seu convento vivencial. Começa questionar a existências. todas perguntas já tem suas respostas. Não existem labirintos e nem meandros impenetráveis. O homem dos quarenta já tem sua história delineada e decifradas pelas tempereis existencial. Hoje, temos nossa visão de mundo fabricada na lógica da vida.

                Sobre a liberdade. Os verdadeiros pássaros não são aqueles que adaptam a gaiola, mas aqueles que para voar é necessário saber que esta mesma gaiola existe.

                Sobre o amor. A racionalidade dos quarenta leva o amor para clareza de objetividade. A sensação emotiva é um nadador no ápice de sua canceira. O amor é a convivência submetido aos vulcões em repouso.

                Sobre a felicidade. Para nós esta felicidade estereotipada que noventa por cento da humanidade acha precisa ter para ser feliz, ou seja, piscina em casa e viagem a Europa não é a nossa. A nossa é bastante barata. A publicação de um novo livro é sintoma de uma felicidade excitante. E por ser pequena que somos gigantes em sua conquista.

                Sobre o dinheiro. De poder absoluto passou a poder relativo. Não é que perdeu o poder é que dividiu o poder com a inteligência como por exemplo. Antigamente era soberano no mercado, hoje dividiu com novos valores.

                Sobre a vida. Para nós dentro dela nada é um fato consumado. NÃO EXISTEM VITÓRIAS ETERNAS E NEM DERROTAS DEFINITIVAS. A vida é um caçador  a procura de sua presa.

                E neste resumo vivencial encontramos a lógica da vida. Dentro dela a emoção tem que libertar do reajustamento e procurar as mais altas ondas da alegria.

                A repetitividade da mediocridade cotidiana tem que ser reinventadas com um toque sutil de sonhos próximos que insistem em bater no coração palpitante dessa vida ainda excitante.

Fonte: Juarez Alvarenga / Foto: Piqsels