“Julho Amarelo” reforça importância do diagnóstico de doenças virais

Médico Infectologista, Luiz Carlos Coelho, detalha ao CSul importância do diagnostico e tratamento das hepatites.

Redação CSul: Franciele Brígida / Foto destaque: Imagem Ilustrativa

Instituída no país pela Lei nº 13.802/2019 visando reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais, o “Julho Amarelo” salienta a importância do tratamento e prevenção destas doenças. A campanha de conscientização acontece nesse mês, pois o dia 28 de junho abriga o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, data criada pela ONU em 2010.

Conforme o Ministério da Saúde, entre 1999 e 2018 mais de 600.000 casos foram registrados para as hepatites A, B e C.

Dr. Luiz Carlos Coelho fala sobre a importância do diagnostico da doença

O médico infectologista, Luiz Carlos Coelho, detalhou ao CSul informações sobre o tratamento e a importância do diagnóstico da doença. Para o infectologista, “o Julho Amarelo é um mês que foi dedicado, para se lembrar da realização dos inquéritos epidemiológicos, e também, para pontuar para população, a importância do diagnostico das hepatites virais, principalmente da B e C”.

Em Varginha, a população pode recorrer ao Serviço de Assistência Especializada, que funciona na Policlínica Central, localizada na R. Santa Catarina, s/n – Centro. Na unidade, os pacientes serão diagnosticados e orientados sobre o tratamento que deve ser seguido meticulosamente.

Vale ressaltar que, existem diferentes tipos de hepatite viral: A, B, C, D e E. Cada uma é provocada por um agente infeccioso diferente. Os sintomas tendem a não ser imediatos, porém com o passar do tempo se revelam como, cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura e fezes claras.

A doença ainda é associada a problemas cardiovasculares, dificuldades cognitivas e até depressão.

A hepatite B é uma das doenças com mais incidência, já que atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.

“Felizmente temos a vacina, ela foi um marco do enfrentamento da doença. São três doses inicialmente, a segunda dose somente é aplicada 30 dias depois e a terceira somente após 180 dias, isso foi muito importante para reduzir os casos graves da hepatite B”, disse Luiz Carlos Coelho.

Ainda conforme o médico infectologista, é importante recorrer a um posto de saúde para diagnósticos e tratamento. “As hepatites virais não diagnosticadas ou não tratadas, podem levar a doenças gravíssimas no fígado, como a cirrose hepática. Nós temos uma grande quantidade de pacientes que são diagnosticados com a doença já instalada, e se não bastasse, também, há o câncer de fígado, que é uma evolução da doença, quando a mesma não é identifica ou tratada devidamente”.

“Já sobre a hepatite C, não temos vacina. Mas há tratamento de cura, que não é muito tóxico como antigamente e não há efeitos colaterais”, acrescentou.

“Há uma pactuação no Brasil para erradicação da hepatite C até o ano de 2030. Os diagnósticos seguem acontecendo a partir das campanhas realizadas, com testagens rápidas, até mesmo nas oportunidades que a atenção básica e secundária são oferecidos aos pacientes. O tratamento e medicamento são oferecidos totalmente pelo SUS”, finalizou ao CSul.

Saiba o caso específico de cada hepatite:

– Hepatite A: tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e se cura sozinha. Existe vacina.

– Hepatite B: é o segundo tipo com maior incidência; atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.

– Hepatite C: tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado.  A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte. Não tem vacina.

– Hepatite D: causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

– Hepatite E: causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A hepatite E não se torna crônica, porém, mulheres grávidas que forem infectadas podem apresentar formas mais graves da doença.

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