“Vim de Varginha e to dominando o mundo”, disse Amanda Ribas, emocionada, ao CSul

Após vencer americana na estreia do UFC, Amanda Ribas contou ao CSul sua felicidade pela conquista e brincou sobre autógrafos que distribuiu nos EUA

A lutadora varginhense Amanda Ribas venceu a americana Emily Whitmire em sua estreia no UFC na noite do último sábado (29) em Minneapolis, nos Estados Unidos, pela categoria peso-palha. A brasileira acertou um mata-leão na adversária logo aos 2m10s do segundo round e conquistou sua sétima vitória em oito lutas profissionais na carreira.

“Estou muito feliz em estar aqui. Minhas palavras são de felicidade. Brasil, vocês são demais, eu amo vocês, obrigado por todo o suporte”, disse a lutadora. “Tenho faixa-preta no judô, faixa-preta no jiu-jítsu, e faixa-branca no inglês, estou aprendendo, desculpem! Eu estava nervosa por causa da pesagem porque estava meio gordinha e adoro chocolate (risos), mas estou muito feliz. Desde criança eu dormia no cage, minha luva era meu travesseiro. Eu adoro isso aqui!”, disse Amanda após a luta.

A americana Emily Whitmire sofreu sua segunda derrota no Ultimate e a terceira em sete lutas na carreira. Emily vinha de duas vitórias na principal organização do MMA mundial antes de perder para Amanda.

Exclusiva ao CSul

Em entrevista exclusiva ao CSul, a lutadora Varginhense mostrou entusiasmo com a nova conquista e felicidade em carregar Varginha em sua trajetória. “Meu principal objetivo no UFC é mostrar que uma pessoa de cidade pequena, não importa de onde você é, não importa, o importante é você ter muita determinação, muita força de vontade, muita coragem para desbancar o mundo, que com um sorrisão no rosto e essa força de vontade, essas qualidades, você pode conquistar o mundo. E isso que eu quero mostrar, que eu vim daí de Varginha e to dominando o mundo”, disse ela.

“Eu estava muito feliz porque, gente, eu estava metidona aqui no aeroporto de Miami (risos), de óculos escuros e várias pessoas pedindo autógrafo. Eu achei muito legal isso, que eu não estava nem com roupa de luta e estavam me reconhecendo”, brincou ela, mostrando confiança para os próximos compromissos.

Amanda contou que assistiu as ‘lives’ que varginhenses realizaram nas redes sociais e que se sentiu em um clima de Copa do Mundo. “E aí em Varginha, eu estava assistindo as lives e fiquei muito feliz porque estava parecendo Copa do Mundo, ainda mais num esporte tipo o MMA, que era mau visto, é lindo. Eu vi muita gente chorando, mandando realmente energia positiva pra mim e eu só tenho a agradecer a minha cidade”, completou ela.

Emocionada, a lutadora agradeceu o apoio de quem estava na torcida pela sua estreia e contou que se sente agraciada por ser exemplo para outras crianças. “Eu até emociono aqui agora, eu nasci aí, eu vi minha família começando a luta que, como eu já falei antes, era mau vista, e que agora está sendo um objetivo de vida pras crianças, que às vezes estão na favela e olham pro lado, em vez de se espelhar em algum drogado, algum vendedor de droga, se espelha em mim, pois me vê treinando aí, batalhando, viajando o mundo, conquistando realmente o mundo. Isso eu fico muito feliz. Muito obrigado a todo mundo que torceu por mim, foi lá no Shopping, foi nos bares ou ficou em casa, mandando energia positiva junto com as minhas palmas lá, obrigado gente””, finalizou.

 

Experiência e fama

Em uma entrevista concedida ao site UOL, Amanda contou que um dos fatores que a fizeram enxergar o período afastado, após suspensão injusta por doping, com bons olhos foi o ganho de experiência. De acordo com a peso-palha (52 kg), os dois anos sem lutar fizeram com que ela finalmente estreasse no UFC como uma atleta bem mais calejada do que em 2017. Além disso, a brasileira também enxergou o lado positivo de estar nos noticiários ao redor do mundo – mesmo que, nesse caso, de uma forma negativa.

“Então, vou te falar que esses dois anos passaram até rápido. No começo, quando me falaram da suspensão, eu fiquei muito triste, muito chateada, porque eu não entendia. De onde apareceu? E como apareceu aquilo no meu corpo? Só que, graças a Deus, a USADA finalmente falou que foi contaminação. Foi um peso que saiu das minhas costas, porque eu sabia que estava limpa, mas com a confirmação deles consegui provar para todo mundo. E nesse tempo me tornei uma atleta muito mais experiente, muito mais sábia em relação a tudo que eu posso crescer e fazer dentro do UFC”, contou Amanda ao UOL.

“Outro lado positivo: eu mesmo sem ter lutado, com a divulgação da nota e de tudo que envolveu o doping, eu fiquei muito mais conhecida do que muito atleta que já lutou, entendeu? (risos). Isso foi bem legal também (risos). Claro, quem é visto é lembrado, ainda mais no UFC. Vale muito a mídia, tem que vender. Então eu uso a minha rede social direto, procuro sempre ficar postando as coisas, mas sem esquecer de treinar (risos)”, completou a lutadora.

Redação CSul – Iago Almeida / Fotos: Getty Images

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