Vereadores questionam funcionamento de câmeras de segurança em Varginha

A Câmara de Vereadores de Varginha questiona o funcionamento da Central de Monitoramento das câmeras de segurança que estão espalhadas pela cidade. Segundo a Câmara, os equipamentos não têm a qualidade esperada e funciona com menos pessoas do que o número necessário para cumprir sua função de segurança.
A Central de Videomonitoramento de Varginha foi inaugurada em dezembro de 2012. Na época, o projeto previa o serviço integrado com a Polícia Militar, Bombeiros e outras entidades de segurança, além da instalação de 24 câmeras em pontos estratégicos da cidade.
Em 2014, o secretário de governo, Carlos Honório Ottoni Júnior, informou por meio de um ofício que o sistema funcionava com apenas um operador por turno, quando seriam necessários quatro. Ele disse ainda, na época, que das 24 câmeras, apenas 17 estavam funcionando. Mais de 2 anos se passaram e o problema não foi resolvido.
Diante da situação, a Câmara de Vereadores decidiu questionar a prefeitura sobre o funcionamento da central de monitoramento. Eles querem saber qual a estrutura disponibilizada para o serviço e porque a central não está operando como previa o projeto.
As câmeras são importantes para a segurança pública e monitoramento do trânsito. Quando operam com qualidade, elas se mostram eficientes na identificação de suspeitos em crimes como roubos e brigas, cujos suspeitos podem ser identificados pelas imagens.
No documento enviado ao Executivo, o vereador Celso Ávila (PSB) questiona sobre o valor de R$ 1,2 milhão investidos na Guarda Municipal para a compra de equipamentos e montagem. Para o vereador, o sistema é ultrapassado.
“A central para se ter uma ideia funciona via rádio, hoje nós temos fibra ótica, tecnologia que nos traz resolutividade, nos traz imagens mais claras, mais fáceis de identificar a placa do veículo, a imagem da pessoa, então tudo isso precisa ser atualizado”, disse o vereador.
Na próxima terça-feira (16) às 19h, a Câmara Municipal irá promover uma Audiência Pública para debater o assunto.
Segundo vereadores, equipamentos não têm qualidade esperada e funciona com menos operadores do que seria o necessário para a segurança. Foto: Reprodução Eptv
Retorno da Guarda
Segundo a Guarda Civil Municipal, das 24 câmeras, 18 estão em funcionamento. As que estão paradas, conforme o órgão, apresenta problemas técnicos, que já estão sendo analisados. A maioria sofre interferência no sinal de transmissão das imagens até a central de monitoramento.
Em relação ao acesso às imagens, a Guarda explicou que isso pode ser feito somente através de solicitação das autoridades policial e judiciária, ficando a autorização sob análise da Guarda Civil Municipal. Em relação à participação de outras instituições no projeto, a Guarda informou que as outras instituições alegam não ter efetivo suficiente.

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