Varginha promove curso sobre oficina de parentalidade

As separações de casais podem provocar consequências danosas para os filhos, quando a questão não é tratada de forma respeitosa pelos genitores. Para ajudar as famílias a superar de maneira mais saudável a fase da separação, oferecendo mais estabilidade na vida dos envolvidos, em especial dos filhos, surgiram as oficinas de parentalidade. Na Comarca de Varginha, nos últimos dias 25 e 26 de setembro, foi realizado um curso com o objetivo de capacitar instrutores para a iniciativa.
A realização do curso, que aconteceu na Faculdade de Direito de Varginha (Fadiva), foi proposta pela juíza Adriana Fonseca Barbosa Mendes, coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da comarca. “A capacitação de expositores de Oficinas de Pais e Filhos é mais uma importante iniciativa do Cejusc, de cunho pedagógico, para dotar as partes de instrumentos que lhes permitam lidar com os conflitos naturalmente decorrentes do rearranjo familiar gerado pelo divórcio”, ressalta a magistrada.
A realização do curso, que aconteceu na Faculdade de Direito de Varginha (Fadiva), foi proposta pela juíza Adriana Fonseca Barbosa Mendes, coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da comarca. Foto: ASSCOM
De acordo com a juíza, o que se pretende, com a iniciativa, “é permitir que pais e filhos aprendam a falar sem agredir, a ouvir sem julgar e principalmente a pensar no bem da família, a qual remanesce mesmo com o fim do vínculo de conjugalidade”. O curso se dirigiu a conciliadores, mediadores, advogados, psicólogos, assistentes sociais e servidores públicos de Varginha e região, além de professores e acadêmicos de Direito da instituição de ensino parceira na iniciativa. A capacitação foi ministrada pela juíza Vanessa Aufiero da Rocha, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), e pela psicóloga Fabiana Cristina Aider da Silva.
Cultura da paz
“Percebíamos que a decisão judicial, principalmente no âmbito familiar, muitas vezes não conseguia trazer estabilidade e harmonização para as famílias que procuravam a Justiça para a resolução de seus conflitos”, afirmou a juíza Vanessa Aufiero da Rocha, em entrevista ao programa Justiça Legal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Segundo a magistrada, que foi a responsável por introduzir as oficinas de parentalidade no Brasil, isso ocorre porque muitas vezes a decisão resolve os conflitos jurídicos, mas não os psicoemocionais.
Na avaliação da magistrada Vanessa, a oficina de parentalidade é fruto de uma reflexão sobre o verdadeiro papel do Poder Judiciário, não mais visto como mero implicador da lei, mas como um protagonista da cultura da paz, que busca a transformação qualitativa das relações humanas. Foi com essa visão que a magistrada trouxe para o Brasil o projeto sobre parentalidade, concebido nos Estados Unidos e no Canadá. Os resultados positivos da iniciativa chamaram a atenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que a adotou como política institucional.
Na capital
No TJMG, os Cejuscs, em parceria com as varas de família, cumprem a determinação do conselho nacional. O Cejusc de Belo Horizonte mantém permanentemente inscrições abertas e gratuitas para oficinas de parentalidade, que reúnem pessoas separadas que têm filhos. As oficinas são ministradas por instrutores capacitados em mediação de conflitos pelo CNJ especialmente para a condução desse trabalho.
A próxima oficina de parentalidade no Cejusc de BH irá acontecer nos dias 25 (para pais, de 13h30 às 17h30) e 26 de outubro (de 8h30 às 12h30, para pais, crianças de 6 a 10 anos e adolescentes de 11 a 18 anos). Os encontros acontecem na Avenida Francisco Sá, 1409, no bairro Gutierrez. Os interessados devem se inscrever pelo telefone (31) 3253-2164 ou pelo e-mail mediacaolafayette@tjmg.jus.br.

Fonte: Varginha Online

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