Tempestade que passou por Varginha teve ventos de até 60 Km por hora

A tempestade que passou por Varginha, na noite de domingo (5) teve ventos que chegaram a pelo menos 60 quilômetros por hora. A chuva deixou vários estragos pela cidade. Árvores foram arrancadas, casas destelhadas e fios da rede elétrica partidos. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou que precisou atender a pelo menos 130 chamadas.

“Nós tivemos ventos chegando a 60 quilômetros por hora, são ventos considerados fortes, são ventos capazes de derrubar árvores grandes, dificultam a circulação de carros e motos contra este vento, até de seres humanos e tem potencial para destelhar casas, como foi o que ocorreu em Varginha no domingo”, disse a meteorologista do Instituto Somar, Maria Clara Sassaki.

Moradores registraram a força do vento. No Centro, na Praça da Fonte, mesas e cadeiras de um bar voaram. No shopping, até o vidro de um restaurante quebrou. A estrutura metálica de um depósito foi parar no pátio de outra empresa, a 50 metros. Segundo a meteorologista, a passagem de uma frente fria pelo Sudeste fez com que os ventos ficassem mais intensos.

“São vários fatores que aumentam a intensidade dos ventos. No caso de ontem nós tínhamos uma frente fria passando pelo Sudeste, agora ela já está na altura do Espírito Santo e ela provocou esses ventos mais intensos, são ventos associados à passagem da frente fria”, disse a meteorologista.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o vento não durou mais do que 15 minutos, mas foi o suficiente para provocar os estragos. A Avenida Fleming, no bairro Novo Horizonte, precisou ser interditada após a queda de uma árvore. Os bombeiros tiveram que usar roupas especiais por causa de um enxame de abelhas. Ao todo, foram 35 quedas de árvore na cidade durante a chuva.

Desde cedo, funcionários da limpeza urbana retiravam a sujeira que ficou. Em uma casa, que teve quase todas as telhas arrancadas, os moradores conseguiram sair antes da chuva. Móveis e roupas ficaram encharcados. A proprietária estava sem saber para onde iria.

 

“Aqui não dá pra ficar, não sei, estou sem rumo, não tem nem onde começar, não sei se eu começo a limpar, a tirar, as coisas, não sei”, disse a dona de casa Paula Aparecida Quirino.

Árvores foram arrancadas, casas destelhadas e fios elétricos partidos. Cemig informou que precisou atender pelo menos 130 chamadas.
Árvores foram arrancadas, casas destelhadas e fios elétricos partidos.
Cemig informou que precisou atender pelo menos 130 chamadas.

Fonte: G1 Sul de Minas

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *