Presidente da Assul esteve em Brasília solicitando cancelamento da importação dos grãos

Arnaldo botrell (6)Nesta quarta-feira (20), o presidente do Sindicato Rural de Varginha e Presidente da ASSUL- Associação dos Sindicatos Rurais do Sul de Minas, Arnaldo Botrel Reis, se reuniu com o Secretário da Mapa- Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Dércio Coutinho, que se comprometeu revogar a decisão de importação de café do Peru.

Os esforços do presidente, juntamente com a CNA e FAEMG, deu resultado.  Foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta (21), a deliberação do Ministério da Agricultura que reverte a recente liberação, considerada equivocada pelo setor produtivo. Segundo o presidente das Comissões de Cafeicultura da FAEMG e da CNA, Breno Mesquita, a suspensão é fruto de intensa mobilização do setor nos últimos dias: “Foi um esforço de muitos parceiros. Estivemos em diálogo constante com o Ministério, e apresentamos um estudo técnico, elaborado pela CNA, com a argumentação científica dos riscos fitossanitários à produção nacional, além do ponto de vista do impacto econômico e social. Era indispensável que a liberação fosse suspensa e os critérios sanitários fossem revistos antes que se concretizasse uma primeira remessa, independentemente de volume”, explicou.

O presidente da Assul, Arnaldo Botrell, falou em nome dos produtores do interior; “Os produtores do Sul de Minas, esperavam por essa revogação, não concordamos com a importação de café do Peru, que traria riscos a produção nacional”, afirmou.

O Deputado Federal, Diego Andrade (PSD-MG), também se posicionou esta semana, contra a importação do café peruano. O deputado se reuniu nesta quarta-feira (20), com a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, para pedir apoio aos cafeicultores. O parlamentar pediu pelo reajuste do preço mínimo, cobrou o início das reuniões do Conselho Deliberativo da Política do Café e a garantia de que o governo não permita a importação do café peruano. Diego destacou a importância da cafeicultura para Minas; “A cafeicultura é um dos principais pilares de Minas Gerais, por isso é muito importante defender nossos milhares de produtores”, pontuou. Na ocasião, a ministra se comprometeu.Arnaldo botrell (2)

Impacto econômico- No início da semana, Breno Mesquita havia criticado a abertura brasileira ao grão peruano, lembrando que, além do risco de trazer novas pragas às lavouras brasileiras, provocaria grave impacto econômico ao país: “Não há nada que justifique essa importação, que prejudicaria seriamente um setor produtivo que sempre teve enorme importância para nossa economia. Somos o maior produtor mundial de café, com mais de um terço de todo grão produzido no mundo. Se nossa produção supre o mercado em quantidade, qualidade e variedades, é no mínimo um contrassenso liberar a entrada de um produto que canibalizaria a geração de milhares de emprego e de renda em nosso país”, criticou.

Para 2015, a produção nacional de café prevista é de mais de 40 milhões de sacas, garantindo faturamento de cerca de R$ 20 bilhões de reais. O setor emprega aproximadamente oito milhões de brasileiros. “O Brasil tem investido muito em quantidade e em qualidade, e tem ainda a sustentabilidade como um dos principais fatores de diferenciação de sua produção. Por trás do grão, há um forte trabalho de pesquisa, inovação e boas práticas. A livre entrada do grão peruano, a preços inferiores certamente desestimularia os cafeicultores brasileiros que tanto investem em melhoria da qualidade de seu café e na produção sustentável e ética”, explicou o diretor da FAEMG.

Arnaldo botrell (3)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *