Secretaria Municipal de Saúde alerta sobre a febre amarela

A Secretaria Municipal de Saúde, juntamente com os setores de Epidemiologia, Ambiental e Zoonoses, notificam a morte de macacos em Varginha. Devido à ocorrência de casos de Febre Amarela em Minas Gerais e em outros estados, ações de vigilância e controle da doença serão intensificadas no município.

Informações Gerais

·         A vacina contra a Febre Amarela está disponível em todas as Unidades de Saúde que realizam vacina, é gratuita e faz parte do calendário básico (de 9 meses a 59 anos);

·         Quem ainda não vacinou, procurar a Unidade de Saúde mais próxima de sua casa, levando a Carteira de Vacina;

·         Pessoas que vão viajar para onde há casos da doença em humanos ou circulação do vírus entre animais (macacos), e para as áreas internacionais, a vacina deve ser administrada com dez dias de antecedência para que o organismo tenha tempo de produzir anticorpos. Para as viagens internacionais é necessário o registro da vacina contra Febre Amarela no Certificado Internacional de Vacinação, que pode ser solicitado na Policlínica Central das 07:30 às 12:3O.

·         Todas as dúvidas em relação a vacina poderão ser esclarecidas nas Unidades de Saúde do município;

·         Reforçamos que não estamos em Campanha (é rotina);

·         A vacina é a única forma de evitar a doença;

O que será realizado no momento

  1. Ações
  • Todas as Unidades de Saúde e Hospitais, estarão notificando e investigando todos os casos humanos suspeitos, incluindo aqueles de doenças febris ictéricas e/ou hemorrágicas, óbitos por causa desconhecida e mortes de primatas (macacos);
  • Intensificação da vacinação em áreas com ocorrência de morte de primatas (macacos);
  • Intensificação da vacinação na Zona Rural em toda sua extensão, casa a casa;
  • Disponibilização de 5 mil doses de vacina pela SRS;
  • Vacinar de forma seletiva, ou seja, conforme o calendário vacinal os não vacinados;
  • Rastreamento de áreas verdes e matas urbanas, para busca de Primatas Não Humanos (macacos) – PNH mortos;
  • Referenciar o atendimento de ocorrências de PNH mortos no Centro de Zoonoses pelo telefone: 3223-7970;
  • Coleta e envio de órgãos para exames citológico, histopatológico, sangue total e identificação viral pelos veterinários;
  • Ampliação da oferta de vacina aos viajantes não vacinados que se destinem a Área Com Recomendação de Vacina;
  • Realizar escala das equipes que irão atuar nas atividades programadas;
  • Organizar e atualizar o Banco de Dados do Programa Nacional de Imunização através de:
    1. Visita pelas Equipes de PSFs nas residências para levantamento dos cartões de vacinação, avaliando e anotando quem recebeu as doses de vacina;
    2. Orientação nas residências para as pessoas que não receberam a vacina, perderam o cartão e/ou desconhecem o seu status vacinal para procurar a Unidade de Saúde mais próxima para regularizar o cartão de vacina;
  • Ações que acontecerão no sábado e domingo.
  • Sábado:
  • Organização e atualização do Banco de Dados do Programa Nacional de Imunização;
  • Realização do mutirão para digitar as fichas:
    • Data: 20/01
    • Horário: 07:00 às 17:00 horas
    • Local: Secretaria Municipal de Saúde – SEMUS
  • No domingo:
  • Vacinação na Zona Rural em toda sua extensão
    • Data: 21/01
    • Horário: 08:00 às 16:00 horas
  • Estratégia: Vacinação casa a casa, com atualização dos cartões e vacinação para aqueles que não vacinaram;
  • As equipes de trabalho serão compostas pelos seguintes profissionais:
  • 5 Enfermeiros
  • 5 Técnico-Auxiliares
  • 5 Agentes Comunitários de Saúde
  • Motoristas

Nota: Será centralizado na Secretaria de Saúde e Policlínica Central a equipe para direcionamento das ações e distribuição de vacinas, de onde as equipes deslocarão até a Zona Rural;

  1. Setor de Zoonoses
    1. Equipe
  • 1 Veterinários
  • 1 Farmacêutico
  • 1 Oficial Administrativo
  • 5 Agente de Combate a Endemias
  • 2 Motoristas

 

  1. Vigilância Ambiental
    1. Equipe
  • 63 Agente de Combate a Endemias
    1. Ações
      • Ações de bloqueio vetorial
      • Tratamento Focal
      • Mapeamento do foco
      • Mutirão de Limpeza no local.

Esclarecendo sobre a doença

Características clínicas e epidemiológicas

O que é? A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África. A forma grave caracteriza-se clinicamente por manifestações de insuficiência hepática e renal, que podem levar à morte. Deve-se levar em conta seu potencial de disseminação em áreas urbanas.

Qual o microrganismo envolvido?   
O Arbovírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae.      

Quais os sintomas?   
Febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).
Como se transmite?  
A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A transmissão de pessoa para pessoa não existe. O contágio ocorre através do mosquito que após picar uma pessoa infectada, pica outra, se essa não for vacinada contrai a doença.

Nota: A febre amarela pode aparecer tanto em áreas urbanas, como silvestres e rurais. Sendo que, em áreas silvestres a transmissão é realizada pelo mosquito do gênero Haemagogus, que picam os macacos, principais hospedeiros e posteriormente o homem, já em áreas urbanas a transmissão é realizada pela pessoa não imunizada, que uma vez infectada em áreas silvestres, serve como fonte de infecção para o Aedes aegypty (mosquito da dengue).
Vigilância epidemiológica: Tem por objetivos manter erradicada a febre amarela urbana e controlar a silvestre. Todos os casos suspeitos da doença devem ser investigados, visando mapeamento das áreas de transmissão e identificação de populações de risco para prevenção e controle.

Notificação:

  • Ocorrência de suspeita de febre amarela deve ser notificada imediatamente e investigada o mais rapidamente possível, pois se trata de uma doença grave e de notificação compulsória internacional – todos os casos suspeitos devem ser informados às autoridades sanitárias, já que um caso pode sinalizar o início de um surto, o que pede medidas de ação imediata de controle.
  • Notificar morte de macacos em região urbana e rural.

Como se prevenir?   
A única forma de evitar a Febre Amarela Silvestre é a vacinação contra a doença. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Ela deve ser aplicada 10 dias antes da viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Pode ser aplicada a partir dos 9 meses e é válida por 10 anos.

Fonte: ANVISA/FIOCRUZ/SES/MS / Foto: Reproduçaõ

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