Pesando no bolso do consumidor: Preço da carne dispara em Varginha

frigorifico de boiA crise e a retração econômica, tem levado alguns consumidores a mudarem até o habito alimentar. A alta nos preços começou a ser sentida no bolso de muitos mineiros ao chegarem no açougue. Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o preço de alguns cortes de carne subiu mais de 20% nos últimos 12 meses, ante uma inflação de 8,89% no mesmo período. A pesquisa ainda aponta, que isso não foi somente com os produtos mais nobres como picanha e filé mignon, o preço da carne de segunda, também ficou mais salgado. A exemplo, o quilo da carne em alguns lugares chega a custar quase três vezes mais do que o quilo do frango.

Os dados divulgados ainda apontam produtos como, músculo, pá e acém, com aumento no preço de 21,4%, 22% e 20,8% no mês de junho do ano passado até os dias atuais. Já peças como, Contrafilé e Chã de dentro, também exigem um desembolso maior. Os aumentos foram de 14,5% e 19,8%. Os economistas explicam que como o preço da carne está alto, cresce a procura por produtos de segunda, pressionando os valores para cima. É a regra da oferta e demanda.

carnes

Em Varginha, segundo a proprietária de um tradicional açougue, Rosana Teia Gonçalves, os dados não são diferentes; “A carne bovina subiu bem mais o valor do que as outras carnes. Na verdade é interessante frisarmos que, a carne de segunda sai mais cara do que as peças de primeira, que você aproveita mais. Carnes como, Acém e Palheta subiram muito. A carne de segunda estamos vendendo na faixa de R$ 14,00 e a carne de primeira, na faixa de R$ 18,00 a 30,00, isso varia dependendo da peça. Por exemplo, no começo do ano, o Colchão mole estava na faixa de R$14,00 agora já está R$ 19,00, isso porque estamos vendendo abaixo do preço, para ganhar na quantidade“, explica.

Ainda segundo a proprietária, a estratégia tem sido abaixar o preço o máximo possível para não perde clientela; “A nossa estratégia tem sido promover o máximo de descontos possíveis, para não perder venda. Ainda tem a situação nos frigoríficos, porque o aumento da carne bovina, se deve a queda na matança. Nos frigoríficos da região, se você procurar verá antes locais onde se matavam cerca de 100 bois, estão matando entorno 60 apenas”, afirma. Teia ainda destaca que a segunda opção dos consumidores,  tem sido a carne de frango, porco e o peixe, que tem registrado queda nos valores.

Produção- A situação complica ainda mais para o consumidor, quando o cenário no campo piora, devido a redução na produção. Em Minas Gerais, de janeiro a junho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior a redução do abate de gado foi 10,8%, totalizando 1,6 milhão de animais.

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