Paróquias celebram o Sacramento da Eucaristia com a Última Ceia e o Lava-pés nesta quinta; confira mensagem exclusiva do seminarista Cleyton Fernandes

A Quinta-feira Santa faz parte da preparação para a Páscoa. Neste dia, começa o Tríduo Pascal, a preparação para a grande celebração da Páscoa, a vitória de Jesus Cristo sobre a morte, o pecado, o sofrimento e o inferno. Este é o dia em que a Igreja celebra a instituição dos grandes sacramentos da ordem e da Eucaristia. Jesus é o grande e eterno Sacerdote, mas quis precisar de ministros sagrados, retirados do meio do povo, para levar ao mundo a salvação que Ele conquistou com a Sua Morte e Ressurreição.

Jesus desejou ardentemente celebrar aquela hora: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa antes de sofrer” (Lc 22,15).

Na celebração da Páscoa, após instituir o sacramento da Eucaristia, ele disse aos discípulos: “Fazei isto em memória de Mim”. Com essas palavras, Ele instituiu o sacerdócio cristão: “Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.” (cf. Lc 22,17-19)

Na noite em que foi traído, Ele nos amou, pois bebeu o cálice da Paixão até a última e amarga gota. São João disse que “antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.” (Jo 13,1).

 

Lava-pés

A santa ceia é uma cerimônia estabelecida por Jesus e participar da mesma, se reafirma a crença em Sua morte e ressurreição (por isso Ele disse: “… fazei isto em memória de mim” – Lucas 22:19, 1 Coríntios 11:24-25). A verdadeira cerimônia da Santa Ceia deve ser acompanhada pelo lava-pés a fim de que a mesma seja completa de acordo com o que Jesus ensinou. Podemos encontrar este ensinamento no Evangelho de João 13:1-10.

Mas qual é o seu significado? No verso 10 lemos: “Declarou-lhe Jesus: quem já se banhou (foi batizado) não necessita de lavar senão os pés, quanto ao mais está todo limpo…” Podemos ver que o lava-pés é uma espécie de “mini batismo”. Mas por que precisamos dele? Porque na vida tropeçamos e caímos. Temos de constantemente sermos purificados de nossos pecados, e a cerimônia do lava-pés é uma oportunidade para isso. É importante que renovemos nossa fé e comunhão com Cristo.

Reprodução

(Texto retirado do site Canção Nova)

Missa dos Santos Óleos

O Bispo Emérito da Diocese da Campanha, Dom Frei Diamantino Prata de Carvalho participou da celebração em 2018 / Diocese da Campanha

Nesta quinta-feira também é celebrada a Santa Missa dos Santos Óleos, ou Missa do Crisma, na Catedral de Santo Antônio, em Campanha, sede da Diocese local, às 9h, presidida pelo Bispo Dom Pedro Cunha Cruz. A celebração tradicional na Semana Santa  deve contar com a participação de todos os padres da Diocese, além de diáconos, seminaristas, religiosos e fiéis leigos.

Durante o ritual, são abençoados os óleos dos catecúmenos e dos enfermos e será consagrado o óleo do Crisma, utilizados pelas paróquias nos Sacramentos do Batismo, Unção dos Enfermos e Crisma, ao longo do ano.

Nessa missa, também é celebrada a Unidade da Igreja, na qual o bispo reúne o clero, religiosos e leigos, em torno do altar. Nela, os padres renovam suas promessas sacerdotais e os fiéis leigos se compromete a rezar pelo bispo.

Óleo do Crisma
É uma mistura de óleo de oliveira e bálsamo do Oriente, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar a força e o perfume de Cristo. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma), quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no Sacramento da Ordem (diaconato e sacerdócio). A cor que representa esse óleo é o branco. Assim, a ampola que o contém é revestida de um véu branco.

Óleo dos Catecúmenos
Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo. Este óleo significa a força de Deus que penetra no catecúmeno (como o óleo que penetra em seu coração), o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. A cor do véu que reveste a ampola ou o vaso que o contém é vermelha.

Óleo dos Enfermos
É usado no sacramento dos enfermos. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação na doença, para o fortalecimento da pessoa a fim de enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. A cor do véu que cobre a ampola é roxa.

O Bispo Dom Pedro Cunha Cruz presidirá a celebração neste ano / Diocese da Campanha

Programação em Varginha

Em Varginha, 30 missas serão celebradas nas nove paróquias da cidade e suas comunidades. Translado e adoração ao Santíssimo Sacramento também será oferecido pelas paróquias aos fiéis. O CSul traz a programação completa abaixo. Confira:

Paróquia Matriz do Divino Espírito Santo

20h – Missa Solene na Matriz do Divino Espírito Santo e comunidades São Vicente de Paulo, Santa Rita de Cássia e Nossa Senhora de Lourdes (Gruta)

 

 

 

Paróquia Nossa Senhora de Fátima

19h – Missa Solene na comunidade Nossa Senhora Aparecida, no Boa Vista.
20h – Missa Solene na Matriz de Fátima e comunidade Santo Expedito. Após a missa, translado do Santíssimo Sacramento e adoração até às 23h nas duas comunidades.

 

 

Paróquia Mártir São Sebastião

15h – Missa aos educandos da Unidade Prisional de Varginha
19h – Missa Solene na Matriz do Mártir São Sebastião e comunidades Santa Maria, Sagrado Coração de Jesus e São João Paulo II (bairro Sete de Outubro). Após a missa, translado do Santíssimo Sacramento e adoração até à 0h na Matriz do Mártir e Santa Maria.

 

 

 

Paróquia Cristo Luz dos Povos

18h – Missa Solene nas comunidades São Francisco e Epifania do Senhor (bairro Carvalhos)
20h – Missa Solene na Matriz de Nossa Senhora Aparecida e comunidade Santa Terezinha (bairro São Sebastião)

 

 

Paróquia Sant’Ana

20h – Missa Solene na Matriz de Sant’Ana. Após a missa, translado e adoração ao Santíssimo Sacramento até à 0h no Salão Paroquial.

 

 

 

Paróquia Santo Antônio de Sant’Ana Galvão

20h – Missa Solene na Matriz de Frei Galvão. Após a missa, translado do Santíssimo Sacramento e adoração até à 0h.

 

 

Paróquia Imaculada Conceição

19h30 – Missa Solene no CAIC. Após a missa, translado do Santíssimo Sacramento e adoração na Matriz da Imaculada Conceição.
19h30 – Missa na comunidade São Judas (urbano) e vigília após a missa
20h – Celebração do Ofício da Agonia na comunidade São Judas (rural)

 

 

Paróquia São José

20h – Missa Solene na Matriz de São José e na comunidade Santo Afonso (bairro Campos Elíseos)
Após a missa haverá adoração ao Santíssimo Sacramento até à 0h.

 

 

 

Paróquia Nossa Senhora do Rosário

18h30 – Missa Solene nas comunidades Bom Pastor, Sagrada Família, Beata Nhá Chica e Nossa Senhora do Carmo
19h- Celebração da Palavra nas comunidades São Pedro, Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora Aparecida (rurais)
20h – Missa Solene na Matriz do Rosário e nas comunidades Sagrado Coração, Santa Edwiges e São João Batista
Após as celebrações, haverá adoração ao Santíssimo Sacramento até às 23h em todas as comunidades.

Campanha

Catedral Santo Antônio

09h – Santa Missa do Crisma e Unidade Diocesana na Catedral de Santo Antônio, celebrada por Dom Pedro Cunha Cruz
14h às 16h – Confissões individuais na Catedral de Santo Antônio
15h –  Missa vespertina da Ceia do Senhor na comunidade Nossa Senhora Aparecida, Distrito de Ferreiras
19h30 – Missa Solene na Catedral de Santo Antônio, celebrada por Dom Pedro Cunha Cruz. Após a missa, vigília e adoração ao Santíssimo Sacramento até à 0h

Levar alimentos que serão ofertados para a Conferência São Camilo.

Mensagem especial

O seminarista da Diocese da Campanha, Cleyton Weliton Fernandes, enviou mensagem especial aos leitores do CSul. Cleyton é natural de Natércia e está exercendo sua pastoral na paróquia do Mártir São Sebastião, em Varginha, neste ano de 2019. Confira:

“Merece fé esta palavra: se com ele morremos, com ele viveremos”. (2 Tm 2,11)

Os sinais visíveis em nossas comunidades anunciam as celebrações do centro do Ano Litúrgico e de toda a vida da Igreja: a Páscoa do Senhor Jesus. Todas as outras celebrações encontram nessa festa o seu sentido e direcionamento. A Morte e Ressurreição de Jesus Cristo compõe a centralidade de todo o mistério cristão, solenidade que une a Igreja do mundo inteiro e reflete a fé que a Igreja católica transmite desde os tempos apostólicos. Assim, a tradição da Igreja edifica a fé com autoridade, anunciando a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, proclamando essa notícia até que ele volte no fim dos tempos: “Anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus.”

Os dias mais intensos dessa manifestação de fé se encontram no Tríduo Pascal, cuja abertura se dá na Quinta-feira Santa, com a Missa da Ceia do Senhor, comumente chamada de Missa de Lava-pés. Destacam-se nessa celebração a instituição da Eucaristia, como memorial da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, a instituição do Sacerdócio ministerial e o mandato do Amor. A simbologia dessa celebração salta aos olhos e ao coração colocando os fiéis em sintonia com os mistérios anteriores aos atos da paixão, pelos sinais da entrega, do serviço e do amor. Além disso, a vigília eucarística é momento propício de vigiar com a Senhor em sua agonia que precede a Paixão(cf. Lc 22, 39-44).

Na Sexta-feira santa, ou da Paixão, a centralidade se torna a Cruz, lenho santo onde Cristo se entrega para redimir a humanidade. O silêncio e a sobriedade encobrem os templos de um sentimento, não de luto, mas de contemplação da Morte de Jesus, uma vez que o sinal não é de derrota, mas de vitória, visível quando o sacerdote eleva a Cruz na Ação Litúrgica. O amor de Deus não tem limites, levando-O a entregar-Se a Si mesmo. Tal amor deve despertar unicamente nos cristãos uma atitude de adoração diante do Madeiro Sagrado do qual pende o Salvador.

O sábado em si vem carregado ao mesmo tempo de vigilância junto ao túmulo, mas também de espera ansiosa pela Ressurreição do Senhor. O fogo novo que acende o Círio Pascal, as leituras que proclamam a história da Salvação, a bênção da água batismal, a Eucaristia, todos esses sinais e gestos remetem à nova criação, renovada na Vida Nova trazida pelo Filho de Deus glorificado. A exultação se manifesta na solenidade e alegria dos ritos, músicas e sinos, no “Glória” e no “Aleluia”, e se consomem no banquete eucarístico do Cordeiro imolado que vive para sempre! Assim a Igreja, Esposa de Cristo, exulta de alegria, pois foi salva das garras da morte e a vida já é vitoriosa pelo Sangue do Cordeiro.

A Páscoa, enfim, é um passo para além da vida e da morte, experimentada por Cristo e prometida à toda a humanidade redimida. O caminho do calvário é paradoxalmente o meio para a vida, e não para a morte, pois conduz cada filho de Deus para a experiência da plenitude do túmulo vazio, da Ressurreição.

Feliz e Santa Páscoa a todos!

Seminarista Cleyton Weliton Fernandes
1° ano de teologia da etapa configurativa
Diocese da Campanha 

Redação CSul – Iago Almeida / Foto: Reprodução

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