‘Operação Hashtag’: 10 pessoas foram presas suspeitas de planejarem terrorismo

Ministro da Justiça.
Ministro da Justiça.

A duas semanas do início da Olimpíada Rio 2016, a Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (21), uma operação sigilosa de combate ao terrorismo que prendeu dez pessoas em sete estados.

As investigações começaram em abril e estas foram as primeiras prisões no Brasil com base na recente lei antiterrorismo, sancionada em março pela presidente afastada, Dilma Rousseff. Também foram as primeiras detenções por suspeita de ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico, que atua no Oriente Médio, mas tem cometido atentados em várias partes do mundo.

Detidos

A Polícia Federal informou nesta sexta-feira (22), que os dez investigados presos na Operação Hashtag foram levados a um presídio federal em Campo Grande. Os brasileiros são suspeitos de compor uma célula terrorista internacional do Estado Islâmico, no País, e estariam preparando atentados na Olimpíada do Rio.

A prisão é a mesma onde está custodiado o traficante Fernandinho Beira-Mar.

“A custódia dos presos em presídio federal efetivará a prevenção de atuação terrorista pelo grupo em questão durante o evento internacional sediado no País”, informou o Ministério Público Federal.

O procurador da República Rafael Brum Miron, da Operação Hashtag, afirmou que ‘as provas colhidas até o momento possibilitam o enquadramento dos investigados, no mínimo, nos tipos penais que estipulam ‘promover’ ou ‘integrar’ organização terrorista como crime’.

“Entre as principais provas identificadas até o momento, há uma comunicação eletrônica na qual um dos integrantes do grupo conclama interessados a se organizarem para prestar apoio ao Estado Islâmico com treinamento já em território brasileiro. Foram também identificadas mensagens relacionadas a possibilidade de se aproveitar o momento dos Jogos Olímpicos para a realização de ato terrorista”, aponta, em nota, a Procuradoria da República, no Paraná.

Os investigadores afirmam que alguns investigados já haviam feito o ‘batismo’ ao Estado Islâmico (bayat), ‘juramento de fidelidade exigido pela organização terrorista para o acolhimento de novos membros’.

Segundo o Ministério Público Federal, ‘tais atos, aliados a uma série de outros graves indícios, demonstraram a imprescindibilidade da prisão temporária decretada, tudo para garantir a segurança e paz pública necessárias à realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016’.

A Procuradoria informou que ‘embora se tenha constatado indícios de atos preparatórios pelo grupo, não houve notícia de atos concretos para a realização de ataque terrorista’. O processo tramita em segredo de Justiça, segundo a Procuradoria, ‘a fim de assegurar o êxito da operação e a eventual obtenção de novas provas’.

Varginha

A Policia Federal cumpriu um mandado de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir prestar depoimento) em Varginha na tarde desta quinta-feira (21). Segundo informações,  um homem foi conduzido para a sede da delegacia na cidade por uma equipe da PF de Brasília (DF). Depois de ouvido, ele foi liberado. A identidade do homem não foi revelada.

Ainda no município, uma ONG (Organização não governamental) também é investigada por suspeita de fazer palestras em favor do Estado Islâmico (EI).

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