Obras da BR-491 será tema de audiência pública na ALMG

Em visita ao CSul, o deputado Professor Cleiton/PSB discutiu a continuidade das obras da BR-491 (trecho Varginha/Fernão Dias)

Redação CSul – Iago Almeida / Foto: Iago Almeida

Preocupado com os riscos que a precariedade da BR-491, entre Varginha e a Fernão Dias, tem oferecido aos motoristas e passageiros, o Deputado Professor Cleiton – PSB solicitou uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), sobre o tema, que acontecerá na próxima segunda-feira (16), debatendo o acesso que é extremamente importante para outras cidades da região.

Iago Almeida/CSul

Em visita ao CSul nesta sexta-feira (13), o deputado Professor Cleiton Oliveira destacou que “muitas pessoas que moram, trabalham e/ou estudam nas cidades do Sul de Minas precisam passar diariamente pela rodovia. Por isso é importante que ao menos  a restauração e a conservação do trecho sejam garantidas, proporcionando, assim, segurança para a população”.

Em média, 45 mil veículos percorrem a BR-491, por dia. “A mobilização e participação dos moradores, comerciantes e imprensa da região são extremamente importantes nessa luta”, disse o deputado, convidando todos para participarem da reunião no Auditório da ALMG, às 13h30. “Quando se chama audiência pública, não tem que ser o grito de um deputado, tem que ser o grito do povo da região. Por isso chamei a Câmara, prefeitos, Centro de Comércio de Café, Procafé, Porto Seco, Associação Comercial, Fiemg e representantes da área de saúde daqui”, completou.

Início das obras

A obra de duplicação, que foi iniciada no final do mandato do último governador, foi uma reivindicação antiga da cidade de Varginha e região, mas tem trazido preocupações. Os trabalhos no trecho estão parados há vários meses e não existem expectativas de conclusão e, como se não bastasse, alguns trechos estão com vários buracos e mal sinalizados. Esses pontos têm comprometido a segurança dos motoristas e passageiros e, ainda, prejudicado o escoamento da produção agrícola e industrial da região Sul do Estado de Minas Gerais.

Iago Almeida/CSul

O descaso com a BR-491 traz prejuízos incalculáveis para toda a região, pois é um gargalo de 7 km do escoamento da produção agrícola, industrial, do turismo, da região do Lago de Furnas e do setor de educação, que apesar de não ter faculdade de Medicina, Varginha tem a maior estrutura médica do sul de Minas.

Por isso, o deputado Professor Cleiton acredita que a retomada e conclusão das obras devem ser vistas como prioridades, uma vez que o término dos serviços irá proporcionar maior desenvolvimento para toda região.

Continuação das obras

Dois fatos geram preocupação para que as obras possam ser encerradas: a empresa que venceu a licitação para os serviços e que iniciou as obras, decretou falência e, com a troca de governo, “o governador que sai manda fazer que é  correto, parar a obra. Ai o Governo do Zema encontra dificuldades pois há um imbróglio judicial, depois da ponte exatamente, por conta de uma série de proprietários ali que entraram na justiça recorrendo da desapropriação, porque eles queriam receber mais”, disse Cleiton.

Segundo o deputado, há duas saídas para resolver o problema. “Uma nova licitação, o que seria muito ruim, por todo processo burocrático, ou, como a primeira empresa não cumpriu o que foi determinado, pode-se chamar a segunda colocada, mas tem que ser fazer um novo cálculo, uma atualização do custo hoje. Por isso estamos chamando a audiência pública”, completou.

“O Governo tem que ajudar a recuperação do Estado e da crise, investindo em lugares onde vai ter retorno, e essa obra é de suma importância para que isso aconteça. Devemos mostrar para o governo é que essa obra é diferente de qualquer outra, pelo peso que Varginha tem, por conta da situação financeira econômica que o Estado passa. O Governo do Estado precisa assumir algo que não podemos esperar do Governo Federal, que é uma política de valorização da cafeicultura. O Café não representa ‘nada’ pro país, mas pro estado de Minas representa 36%.  Precisamos ali urgente de uma terceira pista e precisamos concluir a BR-491 que está lá daquele jeito”, enfatizou.

Problemas na rodovia

Alguns proprietários de terras que foram desapropriados para a duplicação da rodovia reclamam a falta de pagamento do Governo. Além disso, os entulhos, a falta de iluminação e sinalização vêm gerando muitos debates. Nas últimas semanas, pelo menos dois alagamentos foram registrados na rodovia, próximo à balança, deixando o trânsito impedido e a via tomada pelo barro.

“O entulho é exatamente a falta de manutenção. Assim como o problema do alagamento. O prazo para término dessa obra era início de 2021, então teria obra esse ano todo. Só a ponte do Rio Verde, o cálculo que se fazia é que levaria seis meses para conclusão. Enquanto estivesse acontecendo a obra depois da Ponte da Palmela, a mesma empresa (que havia vencido a licitação) era obrigada a fazer a manutenção da via que já tinha sido construída. Com o abandono da obra, não há conclusão e muito menos manutenção, então, o entulho é de responsabilidade também da empresa que foi a falência”, explicou Cleiton.

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