Número de planos de saúde tem queda em Varginha e região

Com o momento difícil da economia brasileira, muita gente perdeu o emprego, e com isso, teve que enxugar o orçamento. Um dos setores mais atingidos foi o da saúde. Segundo a Agência Nacional da Saúde (ANS), mais de um milhão e meio de pessoas suspenderam o plano médico ou aderiram a serviços mais baratos no país. No Sul de Minas, a cidade mais afetada foi Varginha, que teve queda de 10% no serviço.

Március Nery e Jusilene de Cássia Faria Martins são exemplos desta situação. O profissional de marketing tinha um plano de saúde completo pago pela empresa que trabalhava e o perdeu com a demissão.

“Infelizmente a empresa teve dificuldade, teve que diminuir o contingente, então eu tive que fazer a decisão de interromper o plano, não pagar mais, porque nesse momento, infelizmente, eu tenho outras prioridades, o pagamento de outras mensalidades que são prioridade”, explica.

Beneficiários tem optado por planos mais baratos ou passam a usar o SUS, pouso alegre (Foto: Reprodução EPTV)
Beneficiários tem optado por planos mais baratos ou passam a usar o SUS (Foto: Reprodução EPTV)

Na casa da Jusilene, o plano de saúde da empresa do marido cobria o atendimento dela e da filha. “Meu esposo perdeu o emprego, e aí não tivemos mais condições de mantê-lo devido ao valor”, conta. Pra economizar, só a filha dela tem plano de saúde. Ela optou por um corporativo, com parcelas menores. “Mantemos só o da filha, por necessidade, mas é inviável o valor”, conta.

Segundo balanço divulgado pela ANS, em julho de 2015, Minas Gerais tinha 5,39 milhões de beneficiários. No mesmo período deste ano, caiu para 5,16 milhões, queda de 4,26%.
Entre as três maiores cidades da região, Varginha teve a maior queda. Em 2015, eram 55.436 beneficiários e caiu para 49.814 em 2016, totalizando 10,15%.

Em seguida, vem Pouso Alegre com uma queda de 4,44%. A cidade tinha 59.278 beneficiários no ano passado, e este ano tem 56.650. Já Poços de Caldas foi a que menos teve redução no número de planos, com uma diferença de 1,46%. Eram 78.714 beneficiários em 2015 e este ano, são 77.565.

Sem o plano e com menos dinheiro, muitas pessoas têm optado por planos de saúde alternativos, mais baratos ou com menor cobertura, ou utilizando o Sistema Único de Saúde (SUS).

No Brasil, de acordo com a ANS, 1,7 milhão de pessoas abandonou o plano de saúde nos últimos dois anos. Os atendimentos pelo SUS neste período cresceram. Em 2014, foram mais de 4,88 bilhões. Já no ano passado, foram 15 milhões a mais.

“Eu fiquei bastante impressionado com a boa qualidade do atendimento”, afirma Nery. “Eu fui pronto-atendido, a qualidade foi excelente, me deu uma certa tranquilidade. Mas a gente que, em caso de alguma coisa mais grave, a gente não sabe que tipo de atendimento ou cobertura a gente possa ter dentro do SUS.”

Fonte: G1 Sul de Minas

 

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