Mensagem de Padre Josimar Lourenço – Finados: Uma comemoração muito especial

Pe. Josimar C. Lourenço, administrados da Paróquia Imaculada Conceição, em Varginha, enviou mensagem especial aos leitores do CSul

Redação CSul – Iago Almeida / Foto: Arquivo CSul

“No dia 02 de novembro, a Igreja Católica celebra a Comemoração dos Fieis Defuntos. Não é um dia para colocar terror em nosso coração, mas uma boa oportunidade para meditar sobre a morte. A nossa sociedade do bem-estar procura remover a consciência da morte do povo, aos nos fazer viver tão mergulhados nas preocupações cotidianas, de modo que não notemos nem o tempo que passa. Mas não é sábio ou bom afastar a morte de nosso pensamento.

Morrer faz parte do viver e isso não apenas no fim. A morte é companheira de nossa vida: as dores, desilusões, traições, desventuras, doenças, os males, são diminuição de vida e recordam a precariedade da nossa existência nesse mundo. E também, ao considerar a brevidade de nossos dias, redimensionamos o valor das coisas pelas quais lutamos desesperadamente neste mundo e podemos viver com mais paz. Vale a pena notar o quanto a perda de uma pessoa querida sempre nos faz enfrentar a realidade da morte. Parece que a morte vem até nós como um ladrão que sorrateiramente nos tirou a felicidade.

O papa emérito, Bento XVI, numa bela reflexão sobre finados, dizia que nós, cristãos, devemos nos relacionar com a perda de nossos entes queridos a partir da verdade que nos traz a nossa fé. São muitas as superstições e crendices que envolvem a morte humana, mas é a Revelação da Palavra de Deus que ilumina nossas dores e sepulturas. São Paulo dizia que os cristãos não devem ficar tristes como aqueles que não tem esperança.

Cristo, mudou o que a morte significa para nós com tudo o que nos ensinou e quando Ele mesmo enfrentou a morte em favor de todos (Hb 2,9). O amor de Deus atuante em Jesus transformou a nossa existência e o nosso morrer. Desde então, a morte já não é mais a mesma, foi privada de seu veneno. Dizia o Papa emérito: “se em Cristo a vida humana é passagem deste mundo para o Pai, a morte é o momento em que isso se realiza de modo concreto e definitivo” Quem vive como Jesus é libertado do medo da morte, que já não é inimiga, mas uma irmã pela qual se pode também louvar a Deus. E a verdadeira morte que se deve temer é a morte da alma, chamada pelo Apocalipse de a segunda morte: “quem morre em pecado mortal, sem arrependimento, na recusa orgulhosa ao amor de Deus, exclui-se do Reino da Vida” (Bento XVI, ângelus de 01/11/2012).

O que nos prepara para a nossa morte? Será sempre valorizar a vida, procurar vivê-la como Jesus viveu e nos ensinou a viver, pois isso é a santidade. Se cremos que Deus ressuscitou Jesus dos mortos, podemos ter a bendita esperança de que Deus reunirá, através de Jesus, todos os que estão mortos. Nós queremos a vida bem-aventurada, aquela felicidade duradoura que dá sentido à existência, mesmo sem saber bem o que seja e como seja. Vivemos na expectativa do mergulho naquele oceano de amor infinito. É fazendo o caminho, dia-a-dia, com autenticidade, que serenamente nos preparamos para quando Deus quiser nos chamar para estar com Ele e todos os que souberam amar Cristo e seus irmãos. Que não sejamos arrancados desta vida, mas que a nossa morte seja um arrebatamento de amor”.

Pe. Josimar C. Lourenço

Programação em Varginha

No Cemitério Municipal serão realizadas missas às 7h (Paróquia do Divino Espírito Santo); às 9h (Paróquia do Mártir São Sebastião) e às 16h (Paróquia do Divino Espírito Santo). Haverá uma estrutura montada para receber 200 pessoas sentadas em três tendas com palco. Para melhor conforto, serão disponibilizados dois banheiros químicos e ambulância de suporte.

Neste sábado, os ônibus do transporte coletivo terão o trajeto desviado, porém com atendimento em horário normal nas proximidades do Cemitério Municipal. Já o trânsito, será interditado na Avenida Major Venâncio, próximo ao portão do cemitério, até a Rua XV de Novembro.

No Cemitério Parque da Saudade, serão realizadas quatro missas na Capela de Santo Expedito, três pela Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, às 7h, 10h (Paróquia Cristo Luz dos Povos), 15h e 17h30.

Igrejas

Além das missas no Cemitério, as nove Paróquias da cidades prepararam programações especiais para celebrar o dia das almas. Confira:


Divino Espírito Santo
7h e 19h – Missa na Matriz do Divino
9h e 18h30 – Missa na comunidade São Vicente de Paulo
10h – Missa na Cripta da Matriz do Divino
19h – Missa na comunidade Santa Rita de Cássia, no Canaã


Mártir São Sebastião

7h e 19h – Missa na Matriz do Mártir
18h – Missa na comunidade Santa Maria
19h30 – Missa na comunidade São João Paulo II, no Sete de Outubro


São José

19h – Missa na Matriz de São José, no Barcelona


San’Ana

9h e 19h – Missa na Matriz de Sant’Ana


Santo Antônio de Sant’Ana Galvão

7h e 19h – Missa na Matriz de Frei Galvão, no Damasco


Imaculada Conceição

17h30 – Missa na comunidade São Judas Tadeu, no Rezende
19h – Missa na comunidade São Pedro, no Imaculada


Cristo Luz dos Povos

7h – Missa na comunidade Santa Terezinha, no São Sebastião
19h – Missa na Matriz de Nossa Senhora Aparecida


Nossa Senhora de Fátima

19h – Missa na Matriz de Fátima


Nossa Senhora do Rosário

7h e 16h30 – Missa na Matriz do Rosário
19h – Missa na comunidade Sagrado Coração de Jesus, no Pinheiros
19h – Missa na comunidade Santa Edwirges, no Jardim Corcetti
19h30 – Missa na Matriz da Sagrada Família, Parque Rinaldi

História

Oficialmente, o Dia de Finados foi incluído na liturgia (sequência de ritos da Igreja Católica) no século 13, graças aos esforços do monge beneditino Odilon de Cluny, na França. Segundo os relatos da época, esse monge notou que nem todos os mortos eram lembrados nas orações dos fiéis e, então, ele começou a pregar em benefício dessas almas.

O dia dois de novembro foi escolhido pela proximidade com o Dia de Todos os Santos (comemorado na véspera, dia um de novembro) quando a Igreja celebra todos aqueles que morreram em estado de graça. Portanto, esse dia ficou consagrado à celebração daqueles que morreram e não costumavam ser recordados nas orações.

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