Lotéricas aumentam investimento em segurança em cidades da região

O número crescente de assaltos a lotéricas no Sul de Minas tem obrigado comerciantes e moradores a buscarem formas de se protegerem. Pelo menos 22 estabelecimentos do tipo foram invadidos entre janeiro e junho deste ano. Do reforço no sistema de segurança a projeto de lei, quem atua no ramo ou depende desse tipo de serviço tenta driblar a vulnerabilidade do segmento.

loterica_3“Nós temos câmera de segurança,que grava 24 horas, câmeras internas e externas, alarmes, carro-forte”, conta a proprietária de uma lotérica em Varginha, Adriane Ribeiro, que teve uma ideia diferente para aumentar a proteção de funcionários e caixas. “E agora, depois desses assaltos em Varginha, nós precisávamos de uma solução imediata e o que achamos foi a tela de segurança”, mostra.

Como em muitos assaltos os suspeitos costumam pular o balcão de atendimento, a empresária instalou uma rede de proteção que liga os caixas até o teto. A medida é uma tentativa de retardar a ação dos criminosos.

Já em Pouso Alegre, uma iniciativa da Câmara Municipal de Vereadores tenta aprovar a exigência de biombos nesse tipo de estabelecimento. A proposta, enviada para a sanção do prefeito, é que os usuários fiquem mais protegidos durante o atendimento, evitando que as movimentações possam ser acompanhadas por quem estiver na fila.

Para o especialista em segurança, Gilmar Couto Araújo, o investimento em recursos que dificultem o acesso de criminosos aos caixas pode ser a medida de proteção mais efetiva contra os assaltos. “As lotéricas são um alvo fácil. Tem que ter a presença de algum obstáculo que dificulte a ação dos criminosos”, avalia.

 

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