Incêndio leva risco à residências entre os bairros Vila Pinto e Bom Pastor

Uma mulher inalou fumaça e precisou de atendimento médico; Em 2019, mais de 30 multas já foram aplicadas pelo ato em Varginha

Novamente queimadas irregulares causaram transtornos em Varginha. Nesta segunda-feira (15), um incêndio em uma mata entre os bairros Vila Pinto e Bom Pastor, deixou vários residências em risco. O fogo se espalhou rapidamente, devido ao mato seco, chegando a mais de 2 metros de altura. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, seis militares e três viaturas forma empenhados na ocorrência. Ao todo, 10 mil litros de água foram usados no combate às chamas.

Além dos danos ao meio ambiente, a fumaça das queimadas aliada a baixa umidade do ar, trazem efeitos nocivos à saúde das pessoas. A consequência disto é o aumento no número de atendimentos por doenças respiratórias.

Uma funcionária da Clínica Magsul inalou a fumaça durante o incêndio desta segunda e foi internada no pronto-atendimento do Hospital Bom Pastor. Após ser atendida a mulher ficou em observação e passa bem.

Ewerton Zarotti
Ewerton Zarotti
Guilherme Campos/CSul
Guilherme Campos/CSul

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Guilherme Campos/CSul

Outros registros

Na manhã do último domingo (14), outro registro do crime aconteceu em um matagal que fica nas proximidades das Avenidas do Contorno e Comendador Manoel Sendas, no bairro Parque Mariela.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, chegou rapidamente e controlou as chamas. O fogo derreteu fios de energia de padrões de luz.

Moradores próximos ao local disseram a Guarda Civil Municipal que um senhor com sintomas de embriaguez havia passado pelo local e ateado fogo. Os guardas realizaram rastreamento, mas o suspeito não foi encontrado.

Minas Acontece
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No início da tarde desta terça-feira (16), um terreno no bairro Vila Floresta também pegou fogo. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas.

Crime

De acordo com o Código Penal, artigo 250, a prática de colocar fogo em terrenos baldios, pastos, matas ou em outros lugares configura crime. A pena prevista pode ser de 3 a 6 anos, além do pagamento de multa.

Para denúncias, ligue 153 – Guarda Civil Municipal de Varginha ou via 190 na Polícia Militar.

Multas

Com o aumento no número de queimadas, as multas começam a aparecer, principalmente para proprietários que não seguem o que manda a lei, ou seja, manter os terrenos limpos e murados. Em 2019, mais de 30 multas já foram aplicadas em Varginha. Os Bombeiros estão sendo acionados em média 10 vezes por dia na cidade.

Segundo o Comandante do Grupamento Ambiental da GM de Varginha, Carlos Roberto, “recebemos dioturnamente denúncias de queimadas. Todo ano de junho até o final de agosto nós temos grandes índices de queimadas que geram diversos transtornos a saúde pública, bem como a punição aos responsáveis por esse ato e aos proprietários de terrenos que não os mantém limpos, devidamente roçados, livres de entulhos para que não ocorram as queimadas”, disse. Segundo Carlos Roberto, o proprietário “tem que prevenir, ele tem que evitar que esse terreno esteja sujo para evitar as queimadas”, completou o comandante.

De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, (Lei nº 9.605 de 1998), “é crime causar poluição, de qualquer natureza, em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora”.

A pena prevista é de seis meses a um ano de prisão mais a multa. Provocar a queimada, por ato de vandalismo ou com finalidade econômica, gerando poluição, também é crime e leva sim para a cadeia o piromaníaco.

Redação CSul – Iago Almeida
Fontes: Varginha Online, Minas Acontece e Blog do Madeira / Foto destaque: Guilherme Campos/Sul

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