I Simpósio de Fisioterapia reuniu alunos, professores e convidados na Cidade Universitária

Durante a última quinta-feira (24) e sexta-feira (25), os alunos e professores do curso de Fisioterapia, do Grupo Unis, realizaram o I Simpósio de Fisioterapia. Durante duas noites, entre 19h e 22h30, palestras com convidados e com mesa redonda abordaram a temática da Terapia Manual na Cidade Universitária.

Coordenadora do curso, Profª. Mônica Beatriz Ferreira

Na oportunidade, ex-alunos puderam retornar à instituição para participarem de uma mesa redonda, juntamente com os alunos, para uma conversa sobre Terapias Manuais – Tendências e Atulidades dentro da clínica de atuação, no primeiro dia de encontro. Em um segundo momento, o fisioterapeuta Dr. Rafael Junqueira Pereira palestrou sobre o Histórico e Noções Básicas da Quiropraxia. O dia foi marcado também com homenagem póstuma ao ex– aluno e Fisioterapeuta José dos Santos, vítima de um acidente fatal neste ano de 2019.

Na sexta, Dra. Ana Cristina Ribeiro Sotto abordou sobre Rolfing Interação Estrutural e Movimento com demonstrações da prática em alunos. Em seguida, o Dr. Ângelo Luiz Dominitini explanou aos presentes tudo sobre a Terapia e Manipulações na Reabilitação Desportiva. Nesse dia, a homenagem foi ao fisioterapeuta Hebert José Reis Galvão, escolhido para tomar como exemplo da profissão, neste ano que a Fisioterapia completa 50 anos de reconhecimento no Brasil.

Fisioterapeuta Hebert José Reis Galvão recebendo homenagem no segundo dia do evento

Segundo a coordenadora do curso, Profª. Mônica Beatriz Ferreira, “a proposta do simpósio vem de encontro com uma forte tendência da profissão em utilizar recursos base da formação do profissional”, afirmou. “É um momento dos alunos, tendo a oportunidade de vivenciar e escutar técnicas que hoje estão muito em evidência. É uma nova vertente da fisioterapia, principalmente depois dos 50 anos da profissão, resgatando o que é a fisioterapia, que é o uso das mãos. Houve uma fase de eletroterapia e hoje resgatamos a questão das mãos. Essa é uma oportunidade pra todos, alunos ou professores. A oportunidade é de aumentar os vínculos profissionais e interprofissionais”, concluiu.

 

O que disseram os entrevistados ao CSul

  • Ex-aluna, fisioterapeuta Luana Gonçalves: “me formei em 2012, desde então estou trabalhando, inserida no mercado de trabalho, e para mim, voltar na casa que me formei foi uma alegria muito grande. Foi uma emoção muito grande! O tema fisioterapia manipulativa é de suma importância para a fisioterapia. Na minha área, que é a dermato funcional é praticamente impossível trabalhar sem a fisioterapia manipulativa. Existem áreas sim dentro da fisio que não usam a fisioterapia, mas na minha singela opinião, são poucas. Um exemplo é na área do professor Bruno, que é próteses e órteses, que não usa, mas a maioria das outras áreas utiliza sim dessa terapia. Recado para os alunos que sonham em se formar: sonhem, amem o curso de vocês, façam com carinho, com gosto, porque é isso, o amor pela profissão de vocês que vai fazer vocês se diferenciarem e se firmarem no mercado de trabalho”.

 

 

 

  • Ex-aluna, fisioterapeuta Larissa Junia: “me formei há dois anos. Fiquei muito feliz e satisfeita do convite para participar do evento. Tenho me dedicado bastante na minha profissão. Acredito que se você gosta do que faz, você tem sucesso. Para os alunos que estão vindo, formando agora, se dediquem e estudem. Não é porque é universitário que não tem que estudar. Peguem firme na faculdade para conseguir sair e ficar bem logo de cara, porque é bem difícil no começo. Acredito que tudo feito com amor, você gostando do que faz, dá certo sim”.

 

 

 

  • Ex-aluno, fisioterapeuta Igor Diniz Sepini: “é uma honra enorme estar aqui de volta, depois de um ano de formado, com todos esses profissionais que formaram antes de mim. Só tenho que agradecer ao Unis, por tudo o que me proporcionou até hoje, pelo fisioterapeuta que sou. Tenho toda essa base e dedico a eles essa evolução minha. Esse tema sobre fisioterapia manual é bem tranquilo porque já trabalho no meu dia-a-dia, na minha rotina mesmo. Desde o começo da faculdade já me identifiquei nessa área e resolvi que queria segui-la. Comecei a buscar recursos, cursos, toda uma base para conseguir trabalhar. E no dia-a-dia é só a terapia manual que consigo trabalhar melhor. Recado para os alunos: pessoal, agarrem firme que vocês vão conseguir ir muito longe com a fisioterapia, principalmente se vocês se dedicarem. Vão ter que abrir mão de alguma coisa, festas, baladas, até mesmo aniversários de familiares, mas peguem firme mesmo, estudem bastante, que o sucesso é garantido”.

 

 

  • Professor há oito anos e fisioterapeuta, Bruno Bonfim Foresti: “pra mim é um marco na minha carreira. Fui aluno e me formei na instituição, participei enquanto profissional autônomo, de alguns eventos semelhantes a esse e tive relacionamento com alguns professores, que hoje na ocasião são meus colegas de trabalho, porque trabalho na instituição. Mediante a essa questão, ainda associo ao fato de ser um mediador de um evento acadêmico desse porte e aos colegas hoje, fisioterapeutas que participaram, são ex-alunos e tiveram comigo durante a graduação. Vou levar uma lembrança muito positiva, acredito que isso vai contribuir muito para minha carreira. É uma sensação própria que às vezes não consigo nem explicar. Recado: os alunos que aqui estão, que realizam o curso de fisioterapia, tenham o despertar, a curiosidade, a questão de você participar desses eventos, não chegar a isso como uma forma autoritária, nem de obrigação, e sim de ter uma percepção, porque isso faz parte. É um ganho no ensino de aprendizagem desses alunos. E eles precisam, pois tivemos um grande número de participantes, que repercute dentro do que estou falando, e isso vai trazer cada vez mais networking, conhecer mais profissionais e sair de uma zona de conformo, ou até mesmo nessa área mista. Eles podem se relacionar e trocar ideia com esses profissionais que aqui estiveram, para ver mais o ponto de vista da ótica, que é diferente de nós profissionais que já estamos com eles no dia-a-dia, há alguns anos e períodos. Isso cria uma aliança e geralmente pode ser que é uma opinião, que os alunos falam, é isso, o profissional fala aquilo, e outro profissional? Um profissional de fora da casa? É extremamente valioso, rico, porque você capta mais informações e são profissionais de várias áreas, não só de atuação, mas também de cidades diferentes. Isso só tem de enriquecer cada vez mais o ensino e aprendizagem desses alunos, durante a graduação. E por fim, aos alunos, que talvez de ensino médio ou que pretendem cursar fisioterapia, é uma oportunidade grande deles decidirem, é isso mesmo que eu quero? Vir aqui e conseguir captar algumas informações, conseguem entender um pouquinho do diálogo, dos termos clínicos que são colocados numa discussão rica como foi essa, o aluno do ensino médio que pretende fazer o vestibular, ele nesses eventos ele pode falar: olha, é isso, quero cursar fisioterapia porque quero ser fisioterapeuta na minha carreira profissional, ou não, ele tem essa condição de proximidade, de entender que isso vai fazer parte do futuro dele, e aí ele toma essa decisão com respaldo”.

  • Fernando Barbosa, formado em Educação Física há onze anos e Fisioterapia há quatro anos: “foi uma honra estar voltando à instituição de ensino Unis depois de formado. Estar aqui falando para os alunos e revendo todos os professores, que teve nesse período comigo na graduação, foi uma honra estar aqui, muito prazeroso. Gostei muito de estar presente e falei para eles, quando quiserem estarei à disposição da faculdade. A terapia manual, como disse durante a palestra, é uma área muito importante. O fisioterapeuta é mão, pois a mão pra gente é o nosso instrumento mais valioso, mais grandioso que a gente tem, onde não requer recurso financeiro nenhum, pois a gente leva pra onde quiser, então pra mim a terapia manual é dia-a-dia, todos os pacientes requerem dessa terapia. Foi muito fácil falar disso aqui para os alunos, e acho que foi bacana toda a parte que eles entenderam a importância e o porque da utilização das nossas mãos. Recado para alunos: sejam curiosos, quanto mais um fisioterapeuta é curioso, mais ele vai se dedicar. Com o paciente não temos que enxergar apenas como uma dor, fratura, temos que enxergar como um todo, por traz de uma dor tem uma sensibilidade, uma história, uma lesão, então sejam curiosos, para atender o paciente bem e sempre trate seu último paciente como se ele fosse seu primeiro atendimento, com muito carinho e o máximo de atenção possível”.

 

 

  • Vaneska Amorim, fisioterapeuta há dois anos: “a sensação de estar voltando pra casa é realmente isso, de estar em casa. É muito emocionante hoje, depois desse tempo de formada, reconhecer essa trajetória, porque quando estamos na graduação é um momento de muita expectativa, grandes sonhos e me recordo que em uma das últimas conversas, com o Bruno (professor), ele me perguntou em qual área eu tinha vontade de atuar e eu não soube responder, só disse que se eu estivesse trabalhando com algo que relacionasse às mãos, à terapia manual, estaria muito feliz. E hoje, é um momento de muita alegria, felicidade e emoção, pois não é só estar em casa, mas reconhecer que tudo deu certo. As expectativas têm sido realizadas. Recado para os alunos: de uma forma geral, o recado que deixo é dedicação, amor ao cuidar e não desistir, porque não é fácil. Nenhum caminho, nenhuma carreira é fácil, tem dias que a nossa agenda ta lotada, mas tem dia que não tem ninguém. Então é dedicação, é a busca constante pelo conhecimento e treinamento”.

 

  • Rafael Junqueira Pereira, fisioterapeuta há 14 anos, formado em Quiropraxia Clínica: “minha área hoje é mais voltada ao tratamento da coluna vertebral e área esportiva. Pra mim foi uma honra, pois já fui fisioterapeuta estudante, e estar aqui do outro lado, passando um pouco do meu conhecimento, agredido que tenha sido de grande valia para eles. Ver que existem mais fisioterapeutas, mais pessoas que vão se dedicar à profissão, isso me deixa bem engrandecido. Sobre a Quiropraxia, foi uma mudança de vida pra mim como profissional. Após o conhecimento da técnica, os meus resultados foram 60%, 70% melhores que os anteriores. Acredito que o conhecimento de qualquer terapia manual é extremamente importante para qualquer fisioterapeuta. E como profissional da Quiropraxia, indico pra qualquer outro colega, que será uma técnica, uma ferramenta que será utilizada diariamente, constantemente, em seu consultório”.

  • Ana Cristina, formada há 19 anos, fisioterapeuta de Alfenas: “foi ótimo participar do evento, super interessante falar do método Rolfing, que não é muito conhecido principalmente na nossa região. Estar aqui e falar um pouco sobre isso foi muito importante pra mim. Me especializei, é uma formação que dura três anos e me formei faz um ano pela Associação Brasileira de Rolfing, em São Paulo e é uma extensão do Rolfing Instituto, em Boulder, no Colorado. O fisioterapeuta na vida de uma pessoa é importantíssimo, nós podemos ajudar muito mais do que só melhorar a dor. A gente pode ajudar a pessoa a ter uma melhora na consciência corporal, a ter movimentos mais livres. Posso ajudar ela a melhorar numa prática esportiva, no dia-a-dia, no trabalho. Quando trabalhamos percepção, consciência, coordenação, a gente trabalha a pessoa com ela. Você tem que estar em você, pra poder tomar uma decisão. Recado: procurem conhecer mais sobre o Rolfing, e quando olhar pro seu paciente e cliente, olhe com carinho, pra ajudar não só na dor, mas escute o que ele tem pra te falar”.

  • Ângelo Luiz Dominitini, de Três Corações, formado em fisioterapeuta há 14 anos e especializado no esporte há 16 anos: “achei muito bom participar do evento e foi um desafio estar aqui falando para os alunos. É um prazer falar um pouco da minha experiência e fico feliz pelo convite, agradeço todo mundo da comissão organizadora. Recado: a fisioterapia tem crescido bastante. Hoje temos uma grande invasão, até mesmo de profissionais que não são da área, com técnicas que já utilizamos a tanto tempo, às vezes até registradas como uma área e especialidade da fisioterapia, e a gente acaba que não dá valor a esse ponto e quando percebermos, vamos perder uma grande coisa que adquirimos. Devemos lutar e valorizar pela nossa profissão, ser amigo, não ser adversário dos nossos colegas. A interação tem que ser sempre grande e respeitosa, até com vocês que vão estar no mercado também”.

 

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