Hospital Bom Pastor tenta dividir custos para não parar setor oncológico

A crise que atinge a saúde pública no Sul de Minas e em todo o país chegou também em Varginha. Na cidade, o setor de oncologia do Hospital Bom Pastor acumula dívidas e agora quer dividir custos com prefeituras de outros municípios da região para não ter que cortar atendimentos.
No local, são atendimentos 250 pacientes em média por dia. Cerca de 80% deles vêm de 198 cidades da região. Só que o setor de oncologia não tem sido capaz de cobrir os custos. E a dívida do Estado já passa dos R$ 800 mil.
“Durante o ano de 2016 até agora, ele não pagou o extra-teto. Aquilo que extrapolou, o atendimento além daquilo que está estabelecido no contrato. O Estado vem nos devendo R$ 835 mil”, diz o secretário de Saúde de Varginha, Mário Terra.
Com isso, e para continuar funcionando, a instituição quer dividir os gastos com os outros municípios. “Para a gente repactuar valores, para a gente estabelecer formas de um município ajudar o outro”.
A falta de dinheiro já traz riscos ao atendimento. “O primeiro passo, que a gente ainda está planejando, é fazer um atendimento de primeira vez mais lento. Se hoje a gente consegue atender o paciente dentro de 20 a 30 dias, a gente segue a lei federal de 60 dias até 90. E, no segundo passo, a gente cancelar mesmo”, explica Jussemara Nascimento Venture, coordenador do setor de oncologia.
Hospital Bom Pastor tenta dividir custos para não parar setor oncológico, em Varginha (Foto: Reprodução EPTV)

Fonte: Varginha Online

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