Greve dos professores estaduais atinge 30% das escolas mineiras

CSul realizou balanço sobre quais escolas aderiram à greve em Varginha

A greve dos professores estaduais de Minas Gerais ganham cada vez mais adeptos. Dados da Secretaria de Estado de Educação (SEE) mostram que 30% das escolas paralisaram total ou parcialmente suas atividades.

Na última semana, a paralisação atingia 20% das instituições de ensino. Nesta quinta-feira (15), os educadores se reuniram no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e decidiram manter a greve. Protestos também foram registrados em estradas.

Em Varginha, balanço realizado pelo CSul com as escolas estaduai mostram que duas escolas aderiram à greve; uma teve paralisação apenas pela manhã; outras duas teve professores que aderiram mas as aulas continuam normalmente; outra voltou às aulas nesta sexta-feira pela manhã, mas à tarde e à noite greve continua; e demais escolas e o Conservatório não aderiram e funcionam normalmente.

Balanço divulgado pela SEE mostra que 449 escolas relataram que paralisaram parcialmente suas atividades e 198 que paralisaram totalmente. Outras 1.501 escolas funcionaram normalmente. A pasta informou que outras 3.461 instituições de ensino não comunicaram se aderiram ou não a paralisação.
A categoria alega falta de proposta do governo com relação ao cumprimento do acordo salarial estipulado entre os professores e o governador Fernando Pimentel (PT) em 2015. Esse acordo estipulava três atualizações nos salários (2016, 2017 e 2018), além do pagamento de abonos, para que este ano a categoria equiparasse os vencimentos mínimos por uma jornada de 24 horas ao piso nacional aplicado no Brasil. Além disso, o sindicato também questiona o parcelamento dos salários, do 13º salário, a ausência de repasses para o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG), passivos da carreira, férias-prêmio para quem aposentou, entre outros problemas.
Por meio de nota, a SEE, informou que representantes do Governo e da pasta se reuniram com representantes da categoria nas últimas semanas para continuar as negociações. “Em reunião realizada na manhã do dia 08.03 com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), o Governo de Minas Gerais reiterou o seu compromisso em valorizar os trabalhadores da Educação e cumprir o acordo assinado em 2015 em sua totalidade, mas deixou clara a dificuldade em atender parte das reivindicações em virtude da precária situação financeira do Estado e das restrições legais. Importante destacar que o Governo respondeu formalmente as 88 reivindicações apresentadas para a campanha salarial 2018”, afirmou a secretaria.
Ainda no documento, a pasta informou que no encontro o Governo assumiu fazer o pagamento em oito parcelas do saldo da correção do Piso Nacional de 2016, referente aos meses de janeiro a março de 2016, a partir de abril de 2018, retomar as nomeações de novos servidores para a Educação, até o total de 60 mil, conforme acordo, e o compromisso com a implantação do Piso Nacional do Magistério.
“Outros compromissos foram estabelecidos, como a publicação, ainda no mês de março, das Resoluções de Flexibilização de horários das Superintendências Regionais de Ensino (SREs), de férias prêmio das SREs e a Regulamentação da Lei nº 22.623, que estabelece medidas e procedimentos para os casos de violência contra profissionais da educação ocorridos no âmbito das escolas públicas estaduais. Outra medida é a regularização do pagamento dos Hospitais e Prestadores de Serviço pelo IPSEMG até abril de 2018”, finalizou a secretaria de educação.

Varginha

Na tarde desta sexta-feira (16), o CSul entrou em contato com as escolas estaduais de Varginha. Confira abaixo as que aderiram à greve e as que estão funcionando normalmente:

  • EE Dep. Domingos de Figueiredo – greve;
  • EE Prof. Fábio Salles – greve;
  • EE São Sebastião – greve somente na parte da manhã;
  • Profª Selma Aparecida Bastos Martins – 4 professores em greve, tendo aula normalmente;
  • EE Dr. Wladimir de Rezende Pinto – um professor na parte da manhã e um à tarde aderiu à greve;
  • EE Afonso Pena – parte da manhã retornou às aulas nesta sexta-feira, mas a tarde e a noite greve continua;
  • EE Profª Aracy Miranda – não aderiu à greve;
  • EE Prof. Antônio Corrêa de Carvalho – não aderiu à greve;
  • EE Prof. Antônio Domingues Chaves – não aderiu à greve;
  • EE Pedro de Alcântara – não aderiu à greve;
  • EE Irmão Mário Esdras – não aderiu à greve;
  • EE Brasil – não aderiu à greve;
  • EE Coração de Jesus – não aderiu à greve;
  • Conservatório Estadual de Música Maestro Marciliano Braga – não aderiu à greve.

O CSul entrou em contato com a EE Cel. Gabriel Penha de Paiva, mas não obteve nenhuma informação.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *