Ex-Delegado Regional de Varginha é preso após duas operações do Ministério Público no Sul de Minas

Delegado, que atuou na cidade entre 2018 e 2019, foi denunciado por práticas de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, entre outros.

O Ministério Público de Minas Gerais, com auxílio da Polícia Civil, cumpriu na manhã desta terça-feira (27), como parte da Operação Ilusionista, um mandado de prisão preventiva contra o ex-Delegado Regional da Polícia Civil de Varginha, Wellington Clair, que atuou na cidade entre 2018 e 2019. A operação investiga uma série de crimes que teriam sido praticados no âmbito do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran/MG).

Conforme o MPMG, foi oferecida denúncia pela prática dos delitos de organização criminosa (na condição de um dos chefes), corrupção passiva (em número de 99) e usurpação de função pública.

Foi determinado ainda, pela Justiça, o arresto de R$ 18 milhões para pagamento de multa e dano moral coletivo e de R$ 247.500,00 para devolução de valores fruto dos crimes de corrupção.

A operação, conduzida pela Promotoria de Justiça de Elói Mendes, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleos Varginha e Pouso Alegre, é resultado da continuidade de diversas investigações conduzidas pelo MPMG, deflagradas entre 2019 e 2020.

Ex-Delegado Regional é alvo de outra operação do Ministério Público

Também na manhã desta terça-feira (27), Wellington Clair, foi alvo de outra operação do MPMG. A Operação Delta, deflagrada pela 2ª Promotoria de Justiça de São Gonçalo do Sapucaí e pelo Gaeco, núcleos Varginha e Pouso Alegre, investiga o envolvimento do ex-delegado e de um empresário nos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

Com a conclusão das investigações, que contaram com o apoio do Ministério Público Federal, Polícia Federal e Receita Estadual, foram expedidos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e medidas cautelares de sequestro de valores e bens no valor de R$ 9.582.903,85. Todas as medidas foram determinadas pelo juízo da 2ª Vara da Comarca de São Gonçalo do Sapucaí. As investigações duraram cerca de 10 meses.

A Corregedoria da Polícia Civil auxiliou o MPMG no cumprimento dos mandados.

Fonte: Ascom Ministério Público/Foto: Reprodução Google Maps

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