Erasmo Carlos lota Theatro Capitólio

“Putz, o tempo passou”. Mas, como o whisky que foi companheiro de tantos anos, ficou melhor.

Bicho, foi uma senhora festa. Regada a boa música. Uma mistura de amor, lirismo, poesia, sucessos dos anos 60 e 70 e muito rock’n’roll com um time de músicos de primeira linha.

Erasmo Carlos começa o show em ritmo de amor. Também, a turnê chama “Amor é isso”. O Tremendão fala, o tempo todo, do amor que recebe do público, da vida. “É um amor que infla, que surge daqui, do palco. Estou vivo, antenado”.

Está, sim. Canta música com Emicida, Adriana Calcanhoto, Arnaldo Antunes. E não deixa os medalhões de lado. “Hey, mãe, não sou mais menino”, “Pode vir quente que estou fervendo”, “Minha Fama de mau”.

O mais bacana é ver famílias, filhos, netos, crianças curtindo o som que vem com uma senhora cozinha anabolizada, com alguns dos músicos mais feras de hoje.

Aos 77 anos, Erasmo Carlos mostra que tem tanto pique quanto Keith Richards. Só não bebe whisky (“Troquei pela vodka”, brinca, virando uma garrafinha de água).

Entre uma música e outra, lembra que a última vez em Varginha foi antes dos ETs (o último show foi em 1993, na Feira da Paz).

O currículo permite engrenar o belíssimo bluesão “É preciso dar um jeito, meu amigo” (parceria co Roberto Carlos) com “Vem Quente”, “É preciso saber viver” e “Eu sou terrível”.

Os únicos que não conheciam todas as músicas eram aqueles nascidos depois de 2010. Mesmo assim as pititinhas Angélica, Júlia e a Luciana dançaram, curtiram e cantaram músicas que nunca tinham ouvido.

Ao final, pediu “licença” pra tocar uma música nova. Foi a deixa para “Termos e Condições”, belíssima parceria do cantor com Emitida. E ainda emendou “Eu sou terrível” e “Festa de Arromba”.

O show terminou com todo mundo dançando. E com Erasmo falando novamente do amor. Do amor de mãe do amor de criança, do amor do público.

Nem precisava perguntar se as pessoas gostaram: “Fazia tempo que não ia em um show tão bom! Grande Tremendão!!! Jovem e roqueiro aos 77 anos.”, disse Paula Andréa Direne Ribeiro. “Nossa, ele é muito legal”, soltou a Júlia Lemos Almeida, que curtiu o show ao lado da vovó, Mariângela.

Resultado: mais uma edição do Projeto Na Rota da Boa Música lotado, com gosto de quero mais.

O próximo show será o Tributo a Cazuza, com Rogério Flausino, Wilson Sideral e banda. Esses shows estão sendo realizados em Varginha graças à Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Por ser um projeto cultural, o Na Rota da Boa Música permite um ingresso mais barato, a realização de uma peça teatral infantil gratuita e a doação de livros ao final dos shows!

Fotos

Fonte e fotos: Assessoria de Comunicação

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