Detentos provisórios: Números ultrapassam vagas na região

Segundo a Secretária Estadual de Administração Prisional -SEAP, o número de presos provisórios ultrapassa a quantidade de vagas oferecidas em unidades prisionais da região. Ainda segundo com a SEAP, 47% dos detentos aguardam pelo julgamento dos casos pela Justiça, demora que segundo especialistas é uma das principais causas de superlotação nos presídios na região.

As unidades prisionais na região oferecem em torno de 2,4 mil vagas para cerca de 3 mil detentos que ainda aguardam pelo julgamento. Além disso, cada detento custa, em média, R$ 2,4 mil por mês ao Estado.

Varginha

Com cerca de 38% de detentos provisórios (104) dos 274 presos, em Varginha, a Justiça busca alternativas para aliviar o sistema. “Esses presos nós concedemos essas medidas cautelares. Eles são recolhidos em suas casas a partir das 20 horas, dali só podendo se ausentar a contar das 6h do dia seguinte. Deverão ali permanecer aos domingos e feriados e não poderão ter contato com qualquer pessoa da má fama, não poderão se envolver em nenhum fato delituoso. [Tudo isso] visando que esse indivíduo não cometa um outro delito e com isso nós não tenhamos que revogar esse benefício e decretar a prisão preventiva”, explicou o juiz Oilson Hoffman.

Programas de ressocialização dentro das unidades prisionais também procuram por um fim nas reincidências. “A reincidência dentro da APAC é menor de 10%, sendo que nos sistema convencional essa reincidência ela vai de 70 a 80%”, disse Thomas Augusto Petrin Pinto Ribeiro, representante da Associação de Proteção aos Condenados – APAC, de Varginha.

As unidades prisionais na região oferecem em torno de 2,4 mil vagas para cerca de 3 mil detentos que ainda aguardam pelo julgamento.

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