Desemprego assusta trabalhadores que se reinventam no mercado

empreendedor_individual - CópiaEm meio às vacas magras, o período de crise começou a assombrar as famílias brasileiras por meio do desemprego. A pesquisa mais completa do IBGE, lançada no final de agosto e realizada em 3,5 municípios, aponta que o desemprego vem subindo país desde o ano passado.

Segundo o balanço, no segundo trimestre de 2014, o desemprego estava em 6,8%, no primeiro trimestre deste ano, subiu 7,9% e alcançou 8,3% no segundo trimestre deste ano. Ainda segundo os dados da pesquisa, esse é o maior nível de desemprego já apurado pelo IBGE.

No Sul de Minas, a situação não é diferente. Conforme o Diário Correio do Sul já noticiou, as cinco maiores cidades da região fecharam o mês de junho no vermelho. Entre essas, Pouso Alegre foi a cidade que mais registrou demissões e fechou o mês com o maior saldo negativo em comparação as demais. A cidade teve 1.620 admissões contra 2.026 demissões, o que resultou em um saldo de (-406) empregos. Em seguida vem Itajubá, que teve 673 admissões e 1.939 desligamentos e fechou com o saldo de (-308) empregos.

Poços de Caldas, que teve 1.833 admissões, registrou 1.972 desligamentos e fechou julho com saldo (-139) empregos.  Varginha, assim como as demais cidades também fechou o mês com saldo negativo de (-181) empregos. A cidade teve 1.428 admissões contra 1.609 desligamentos.

Fugindo da crise- Essa negatividade em todo país, têm feito com que volte a crescer o número de trabalhadores informais. Na tentativa de encontrar solução para o desemprego, muitos têm voltado para a informalidade. Segundo as pesquisas do IBGE, os trabalhadores voltaram a fazer “bicos” e estão se reinventando no mercado e alguns arriscando a tentar o próprio negócio.

Entre abril e junho, quase um milhão de trabalhadores começaram a trabalhar por conta própria em todo país.

O caminho alternativo têm sido a solução para as portas fechadas nas indústrias e no comércio por exemplo.

No sul de Minas não é diferente, os famosos bolos de potes ou na casquinha, têm virado mania em Varginha. O CSul recebeu na tarde desta quarta-feira (02), Beatriz Paulino Baroni, que a cinco meses sai as ruas de Varginha vendendo sanduíches naturais, doces como canjicada e bolo de pote. Ela nos relatou que foi o desemprego e a necessidade que fez ela tomar a iniciativa de ingressar nas vendas. A maioria dos produtos de Beatriz custa R$3,50, e segundo ela tem dias que chega a arrecadar R$80,00 em seis horas trabalhadas. Questionada sobre o sucesso das vendas, ela revelou ainda, que uma das formas de manter a clientela é a venda fiado, possibilitando crédito para o consumidor.

Carrinhos de cachorro quente, já somam pelo menos de três a quatro entorno das universidades da cidade. E ainda tem o número relevante de empresas abertas no município nos últimos três meses, que somam 124. Em maio Varginha registrou a abertura de 29 empresas novas, em junho foram 54 e em julho 41.  Também cresceu no município entre junho  e julho, o número de microempreendedor  individual. Segundo o Sebrae, em junho a cidade registrou 3.069 novos microempreendedores, já em julho esse número cresceu para 3.682. Os dados apontam um crescimento de 20% na cidade de microempreendedor.

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