Colégio Catanduvas tem R$ 350 mil bloqueados pela Justiça

Decisão foi tomada após cinco professores abrirem processo judicial contra o Centro de Ensino devido à direitos não pagos.

Redação CSul – Alisson Marques/Foto destaque: Mariana Ribeiro

A 1ª Vara do Trabalho de Varginha bloqueou nessa quinta-feira (16), R$ 350 mil referentes ao Colégio Cenecista Catanduvas. A decisão foi tomada após cinco professores abrirem um processo judicial contra o Centro de Ensino.

De acordo com a Justiça, os profissionais demitidos alegaram que: desde 2019 sofriam com atraso de salários; o FGTS não vinha sendo depositado; em março de 2020 os salários foram reduzidos de forma arbitrária para o patamar de 50% do valor da hora-aula; no último dia 10 foram surpreendidos com o anúncio do fechamento do estabelecimento, havendo demissão em massa; não houve pagamento de rescisões nem liberação de guias. Além disso, os profissionais alegam ainda que, há grande probabilidade de perigo de dano ao resultado útil das ações trabalhistas a serem ajuizadas.

Ainda conforme a Justiça, devido ao requerimento desferido pelos profissionais do colégio, ficou definido o bloqueio de bens do Catanduvas afim de assegurar o pagamento de débitos, tais como, fundo de garantia, férias e décimo terceiro. Sendo assim, imóveis, contas bancárias, veículos e materiais que se encontram dentro da instituição estão bloqueados.

O Colégio Catanduvas juntamente com a REDE CNEC têm 10 dias para apresentação de defesa.

Entenda o imbróglio envolvendo a REDE CNEC e o Colégio Catanduvas

No último dia 10, a Rede CNEC emitiu nota explicando que aumento expressivo no índice de inadimplentes e no número de cancelamentos ou transferências de matrículas foi crucial para decisão de fechamento do colégio.

Na ocasião, a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC) comunicou que as atividades do Colégio Cenecista Catanduvas foram encerradas após uma reunião virutal entre pais de alunos e diretores.

Segundo a rede, a decisão foi tomada “depois da realização de uma análise minuciosa de fatores internos e externos que avaliaram o impacto causado pela pandemia de Covid-19, sobretudo, no mercado educacional privado. Tal avaliação demonstrou ser inviável a manutenção do bom atendimento da comunidade local, com a qualidade e eficiência características da marca”, informou. (Confira nota completa abaixo).

A CNEC justificou ainda que “a preservação desses princípios na referida região foi prejudicada em função do aumento expressivo no índice de inadimplentes e também no número de cancelamentos ou de transferências de matrículas recebido”, explicou.

Pais são contrários a decisão

Após anunciar o encerramento das atividades, a Rede CNEC juntamente com o colégio propuseram auxiliar na realocação de alunos em outras escolas. No entanto, o fato não agradou vários dos pais de estudantes.

Em entrevista ao Blog do Madeira, muitos deles se mostraram indignados com o comportamento do Catanduvas. “A gente continuava pagando em dia as mensalidades e, agora, do nada, informaram que o colégio está fechado.”– disse, um pai de aluno.

Posicionamento da Sinpro Minas

Na época do anúncio do fechamento do colégio, o CSul entrou em contato com a diretora do Sindicato dos Professores da Rede Privada de Minas Gerais (Sinpro Minas), Mônica Cardoso. Segundo ela, o sindicato se reuniu de forma virtual na manhã daquela sexta-feira (10), com os professores para prestar orientações com relação às questões trabalhistas.

Conforme o Sindicato, os professores foram avisados do fechamento em reunião realizada horas antes do anúncio aos pais de alunos.

Três dias após anunciar fechamento, Colégio Catanduvas volta atrás e comunica continuação das aulas

Após a repercussão negativa do encerramento simultâneo das atividades colegiais, a diretoria do Catanduvas voltou atrás e disse que estudaria medidas para cumprir o compromisso com alunos, pais e professores por pelo menos até o fim de 2020.

A medida foi tomada após uma reunião com os pais de alunos na última segunda-feira (13), ou seja, apenas três dias depois de comunicar o fechamento.

Segundo a Rede CNEC, responsável pela administração da instituição, ficou definido que, o colégio irá continuar com as turmas do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental II, e Ensino Médio, dependendo do número de alunos em cada sala.

Faceca

A Faculdade Cenecista de Varginha (FACECA) que também integra a Rede CNEC mantenedora das duas instituições, não foi afetada pelo anúncio inicial do fechamento do colégio, segundo o professor de Direito Constitucional da Faceca, Dr. Luiz Antônio Ribeiro Júnior, “a faculdade continua funcionando normalmente, limitando-se o encerramento das atividades ao Colégio Catanduvas. Quaisquer dúvidas, não deixem de entrar em contato. Conto com vocês em nosso segundo semestre letivo, com a disposição e garra de sempre.”– disse, em nota.

Faculdade irá funcionar normalmente independente do futuro do colégio/Foto: Mariana Ribeiro

História do Colégio Catanduvas em Varginha

O Colégio Catanduvas foi inaugurado em 1960, quando era administrado pela Campanha Nacional de Educandários Gratuitos. Os responsáveis pela obra foram Glênio Vérdi Bíscaro Botega e Amâncio Faustino.

CSul enfatiza que entrou em contato com responsáveis pelo Colégio Catanduvas e REDE CNEC, entretanto, não obteve sucesso

O CSul reitera o compromisso com a verdade e a informação séria. Não agindo de má fé com nenhum dos envolvidos na reportagem. A edição comunica que tentou entrar em contato com responsáveis pela direção do Colégio Catanduvas, no entanto, não obteve sucesso. O Correio do Sul enfatiza ainda que, o espaço está aberto para posicionamento da Rede CNEC e do Colégio Catanduvas.

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