Amanda Ribas vence em estreia no UFC

Com mata-leão no segundo round, varginhense derrotou a norte-americana Emily Whitmire

A lutadora varginhense Amanda Ribas venceu a americana Emily Whitmire em sua estreia no UFC na noite do último sábado (29) em Minneapolis, nos Estados Unidos, pela categoria peso-palha. A brasileira acertou um mata-leão na adversária logo aos 2m10s do segundo round e conquistou sua sétima vitória em oito lutas profissionais na carreira.

“Estou muito feliz em estar aqui. Minhas palavras são de felicidade. Brasil, vocês são demais, eu amo vocês, obrigado por todo o suporte”, disse a lutadora. “Tenho faixa-preta no judô, faixa-preta no jiu-jítsu, e faixa-branca no inglês, estou aprendendo, desculpem! Eu estava nervosa por causa da pesagem porque estava meio gordinha e adoro chocolate (risos), mas estou muito feliz. Desde criança eu dormia no cage, minha luva era meu travesseiro. Eu adoro isso aqui!”, disse Amanda após a luta.

A americana Emily Whitmire sofreu sua segunda derrota no Ultimate e a terceira em sete lutas na carreira. Emily vinha de duas vitórias na principal organização do MMA mundial antes de perder para Amanda.

Experiência e fama

Um dos fatores que fizeram a peso-palha (52 kg) enxergar o período afastado, após suspensão injusta por doping, com bons olhos foi o ganho de experiência. De acordo com Amanda, os dois anos sem lutar fizeram com que ela finalmente estreasse no UFC como uma atleta bem mais calejada do que em 2017. Além disso, a brasileira também enxergou o lado positivo de estar nos noticiários ao redor do mundo – mesmo que, nesse caso, de uma forma negativa.

“Então, vou te falar que esses dois anos passaram até rápido. No começo, quando me falaram da suspensão, eu fiquei muito triste, muito chateada, porque eu não entendia. De onde apareceu? E como apareceu aquilo no meu corpo? Só que, graças a Deus, a USADA finalmente falou que foi contaminação. Foi um peso que saiu das minhas costas, porque eu sabia que estava limpa, mas com a confirmação deles consegui provar para todo mundo. E nesse tempo me tornei uma atleta muito mais experiente, muito mais sábia em relação a tudo que eu posso crescer e fazer dentro do UFC”, narrou Amanda.

“Outro lado positivo: eu mesmo sem ter lutado, com a divulgação da nota e de tudo que envolveu o doping, eu fiquei muito mais conhecida do que muito atleta que já lutou, entendeu? (risos). Isso foi bem legal também (risos). Claro, quem é visto é lembrado, ainda mais no UFC. Vale muito a mídia, tem que vender. Então eu uso a minha rede social direto, procuro sempre ficar postando as coisas, mas sem esquecer de treinar (risos)”, completou a lutadora.

Fonte: UOL / Fotos: Getty Images

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