Alerta: Aumento de doenças infectocontagiosas no país

Desde o ano passado, o Brasil está oficialmente livre da rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O título foi concedido ao país devido à inexistência da transmissão endêmica das doenças desde 2008. Em contrapartida, outras doenças infecciosas, como a caxumba e o sarampo, que apresentavam baixa incidência no Brasil, parecem estar voltando.

Na capital mineira, entre janeiro e dezembro de 2015, a Secretaria Municipal de Saúde não registrou nenhum caso de sarampo ou rubéola, embora tenha contabilizado 205 casos de caxumba. Segundo o presidente da Associação Mineira de Infectologia, Estevão Urbano, a situação é preocupante. “O combate a essas doenças se dá por meio da vacina tríplice viral – que previne a caxumba, o sarampo e a rubéola –, mas, como a incidência das outras doenças cresceu, pode ser que a rubéola volte também”.

Os motivos que levam ao aumento da incidência ainda são desconhecidos. Entretanto, o infectologista apresenta uma hipótese. “Há provavelmente uma redução do percentual da cobertura vacinal da população, ou seja, uma falta de imunização em relação a essas doenças”, afirma.

Varginha

Os dados do município de Varginha em 2015, são de 20 casos de caxumba durante todo o ano, já em 2016, até agora, já foram contabilizados 16 casos.

O vírus

O morbilivírus, micro-organismo causador do sarampo, tem uma incubação que varia de dez a 15 dias. Durante esse período, não manifesta qualquer sintoma, mas já é infeccioso. Por esse motivo, a principal hipótese é a de que, em 2013, uma pessoa chegou sem sintomas e adoeceu no Brasil. Naquele ano, o surto começou logo após o Carnaval – época de grande concentração de pessoas, inclusive estrangeiros. Depois disso, foi apenas uma questão de tempo até que surgissem registros de pessoas contaminadas por brasileiros doentes.

Infância

Apesar de serem conhecidas como “doenças da infância”, essas patologias também atingem adultos.

Imunização

Tríplice viral. A vacina é feita a partir da combinação de vírus vivos atenuados contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Ela deve ser tomada no final do primeiro ano de vida, com reforço aos 6 anos, e sua eficácia é de 95%.

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Desde o ano passado, o Brasil está oficialmente livre da rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

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