Alavancada pela alta do dólar e incerteza à pandemia no país, inflação assusta brasileiros e altera padrão de vida; situação em Varginha segue semelhante

A alta de preços em alguns setores, sobretudo na alimentação dentro de casa e no ramo de combustíveis fizeram com que a preocupação sobre o tema voltasse ao radar dos consumidores e do mercado financeiro.

Redação CSul/Foto: Renato Araujo/Agência Brasília

A pandemia — e outros fatores estruturais do Brasil — fizeram com que a inflação, velha conhecida dos brasileiros, aparecesse cada vez mais no segundo semestre do ano passado. A alta de preços em alguns setores, sobretudo na alimentação dentro de casa e no ramo de combustíveis fizeram com que a preocupação sobre o tema voltasse ao radar dos consumidores e do mercado financeiro.

O IPCA, principal índice inflacionário brasileiro, fechou o ano em alta de 4,52%, acima do centro da meta do Banco Central, de 4%. O índice ficou dentro do intervalo da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional para 2020, entre 2,5% e 5,5%, mas levantou o sinal amarelo por ter crescido mesmo em meio à maior crise econômica do último século e com a taxa de desemprego brasileira acima de 14% em meados do ano, pico da série histórica.

Apesar da taxa muito menor do que em outros momentos da história brasileira, a inflação acabou aparecendo mais em setores que cresceram com a pandemia. O grupo de alimentação no domicílio foi o grande vilão da vez, com alta de 18% em 2020 — chegando a 103% de aumento médio no preço do óleo de cozinha ou 76% no arroz, as duas maiores altas do ano entre todos os grupos do IPCA. O valor é reflexo das mudanças no consumo e puxado em parte pelo auxílio emergencial, que despejou mais de 280 bilhões de reais na economia e atingiu mais de 60 milhões de famílias.

Fatores externos, como a alta de 29,33% do dólar no ano ante o real e o aumento da demanda por produtos agrícolas no cenário internacional, também puxaram os preços para cima.

Os combustíveis foram, também, um grande vilão da inflação neste começo de 2021. Todos tiveram alta de mais de 2 dígitos em 2021, apesar de a inflação geral, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ter avançado 1%. O litro da gasolina nos postos saltou 54%; O diesel, 41,5% e o etanol, 27,9%.

O IGP-M, um dos índices mais comentados de 2020 devido à alta de incríveis 23,14%, usa em sua composição outros três indicadores de inflação: o INCC, da construção civil, o IPC, que mede o consumo das famílias (mais similar ao IPCA) e o IPA, do agronegócio.

O crescimento maior do IGP-M em 2020 tem grande relação com fatores como o maior peso do dólar no índice. Já o IPCA, por exemplo, tem 30% de participação de serviços, um dos setores mais afetados na pandemia com menos pessoas buscando alimentação fora de casa ou viagens. 

Por fim, a incerteza em relação à pandemia do novo coronavírus impede com que investimentos estrangeiros aconteçam no país – o que agrava ainda mais a situação econômica.

Em Varginha

Em Varginha, após pesquisa realizada pelo CSul em meados de janeiro, foi possível comparar valores de carnes bovinas em cinco açougues da cidade.

Carnes como coxão mole variavam, à época, de R$ 32,00 a R$ 39,00 kg. O contrafilé tinha média de R$ 38,00 a R$ 46,50. O valor da alcatra variava entre R$ 38,00 a R$ 48,50. Já a picanha, considerada carne de primeira, saía em média R$ 62,50 kg.

O índice da cesta básica em março, segundo pesquisa realizada pelo Grupo Unis, apresentou queda de -4,98% em março comparado ao mês de fevereiro. Considerando 12 meses, de março de 2020 a março de 2021, o valor da cesta básica em Varginha teve aumento de 14,54%. No acumulado deste ano de 2021 há uma queda de -8,89%.

Os combustíveis, por sua vez, principalmente a gasolina, seguiram a média de preços no resto do país.

Fonte: Exame.com e Poder 360

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