Aeroporto de Varginha é classificado como Regional A

Apesar da dedicação do Governo com o programa Voe Minas, que cresceu 73,1% em um ano no município, Azul Linhas Aéreas é uma vergonha para a malha aérea mineira

Em novembro, o Ministério dos Transportes divulgou o mais novo estudo sobre o setor aéreo, o Plano Aeroviário Nacional – PAN. Ação faz um diagnóstico e prevê a necessidade de investimentos urgentes.

O estudo foi desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina e classificou o Aeroporto Major Brigadeiro Trompowsky, de Varginha, como Regional A (categoria que possui potencial de desenvolvimento).

Em 2017, o movimento no Aeroporto de Varginha foi de 9.344 passageiros, ante 7.441 este ano. Por falta de aeronaves, a Azul reduziu os vôos semanais de três para dois. Na análise de cenário feita, o aeródromo local poderia, em 2019, ter um movimento de mais de 170 mil passageiros e mais de 187 mil em 2020.

Utilizando ainda dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, a universidade afirmou que o aeroporto local serve uma macrorregião com alto poder aquisitivo como Alfenas, Boa Esperança, Cambuquira, Campanha, Campos Gerais, Carmo da Cachoeira, Carvalhópolis, Coqueiral, Elói Mendes, Fama, Machado, Monsenhor Paulo, Paraguaçu, Santana da Vargem, São Bento Abade, São Thomé das Letras, Três Corações, Três Pontas e Varginha.

Custo benefício

A pista do aeroporto de Varginha tem 2.100 metros de comprimento e largura de 30 metros, classificada tecnicamente como PCN 26. Somente duas vezes por semana, a Azul Linhas Aéreas, subestimando o potencial regional, realiza apenas vôos com um avião modelo ATR72-600 de 70 assentos.

Com alguma infraestrutura (largura da pista para 45 metros, largura do pátio), a pista poderia passar de 3C, como hoje, para 4C e PCN 40. E veríamos operando no aeroporto de Varginha, normalmente, aeronaves do porte de um Airbus A319, que precisa de uma pista de 1.800 metros.

Azul Linhas Aéreas

O movimento de passageiros em Varginha caiu consideravelmente após a entrada da Azul Linhas Aéreas na cidade. A companhia Azul subestimando o potencial de consumo do Sul de Minas, que compõe mais de 150 municípios na macrorregião de Varginha, quebrou uma grande tradição na operação de vôos diários para as três maiores capitais do sudeste.

Há 60 anos atrás, Varginha já operava vôos diários para o Rio de Janeiro, então capital nacional. Nos anos 60, 70 e principalmente 80 e 90, a Tam Linhas Aéreas operava dois vôos diários no in[ício da manhã e à noite, para os aeroportos de Congonhas, Pampulha e Santos Drumond. A companhia chegou a operar ainda nos anos 90, dois vôos noturnos para Guarulhos, fazendo o Correio Aéreo Nacional.

A população do Sul de Minas, hoje sofre o descaso que a Azul vem tratando a região, operando somente dois vôos semanais e com horários de pouco interesse para os usuários, que dependem desde vôo para também fazer conexão para as principais cidades do país, Brasília, Curitiba, Salvador, Porto Alegre, etc.

Já o Governo de Minas Gerais vem insistentemente tentando fixar a malha aérea mineira, através do Programa Voe Minas, o que dificulta um pouco o tipo de aeronave  monomotor e que não oferece um conforto ideal para o passageiro. Hoje, Varginha e região cobram constantemente de nossas autoridades, ações para que as companhias aéreas realizem um trabalho mais decente, com mais assiduidade, como praticados nos anos 70, 80, 90 e 2000, pelas companhias Nordeste Linhas Aéreas, Tam, Pantanal, AirMinas, Trip, entre outras.

Voe Minas

Em um ano, a ocupação de vôos do Programa Voe Minas, com operações em Varginha, cresceu 73,1%. Segundo a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais – Codemig, a média de passageiros subiu de 26% para 45% entre novembro de 2017 a outubro de 2018.

Os dados mostram ainda que foram realizados 243 vôos saindo do município nos últimos 12 meses, enquanto no mesmo período do ano anterior foram 183 decolagens – crescimento de 32,8%. Com isso, o número de passageiros também cresceu, e passou de 423 para 989, um aumento de 133,8%.

O número é superior a Pouso Alegre e Poços de Caldas, demais municípios da região que contam com vôos do programa para Belo Horizonte. Enquanto Pouso Alegre teve crescimento de 18,8%, Poços de Caldas, a última a entrar no programa, com vôos a partir de junho de 2017, teve ocupação média de 31%.

Valor das passagens

Varginha é a cidade com a passagem mais barata. De segunda a quinta-feira, os vôos da Voe Minas para Belo Horizonte custam R$ 380 ida e volta, enquanto às sextas-feiras o valor sobe para R$ 400.

Informações: Gazeta de Varginha e G1 Sul de Minas / Fotos: Reprodução

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