6º macaco é encontrado morto em Varginha ; São Tomé das Letras em risco; Já são 50 mortes em MG

No último sábado (3), a Vigilância Epidemiológica de Varginha encontrou mais um macaco morto, em uma estrada do bairro rural do Salto. O animal já estava em estado de decomposição e deverá ser encaminhado para análise à Fundação Ezequiel Dias – Funed.

Já somaram seis animais mortos na cidade. Por enquanto, em nenhum deles foi confirmada a presença do vírus da febre amarela, mas todos estão sob análise.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal, já foi feito um trabalho de vacinação na região onde o macaco foi encontrado. Os agentes de saúde devem retornar ao bairro para verificar se algum morador ficou sem a vacina.

Casos confirmados

Somente dois macacos tiveram suas mortes confirmadas por febre amarela, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde.Os animais foram encontrados em agosto e novembro do ano passado,em Gonçalves e Extrema.

Em seres humanos, foram três casos confirmados na região, com duas mortes, sendo um morador de Poço Fundo e um turista de São Paulo, que visitou São Tomé das Letras.

Outras cinco mortes já foram confirmadas por secretarias municipais e devem entrar no relatório do Estado nesta semana.

São Tomé das Letras em risco

A cidade das pedras, São Tomé das Letras foi incluída na lista do governo do Estado como área de risco de contaminação do vírus da febre amarela. Cinco casos da doença já foram notificados no município e quatro deram resultado positivo.

A Secretaria de Saúde do município recomenda que moradores e turistas tomem a vacina. Quem for visitar a cidade, deve ter tomado à dose há pelo menos 10 dias.

A partir do decreto, a cidade vai intensificar a vacinação e ter acesso a medidas administrativas necessárias para conter o surto, principalmente na compra de insumos e materiais.

Minas Gerais

Em todo o Estado já foram registrados pelo menos 50 mortes de pessoas por febre amarela. Somente na última sexta-feira (2), por meio de comunicados de prefeituras, somaram-se mais seis óbitos aos números então apurados.

O último boletim epidemiológico da Secretaria de estado e Saúde de Minas Gerais, divulgado na terça-feira, 30 de janeiro, contabilizava 36 mortes, 45 pacientes internados e 81 casos no total. Porém, depois da divulgação dos dados, as administrações municipais mineiras confirmaram mais óbitos em decorrência da moléstia.

Dois óbitos foram informados pela Prefeitura de Conceição dos Ouros, Sul de Minas, que decretou estado de emergência. Um balanço feito pelo Estado de Minas com base em dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) e de administrações municipais, mostra que são pelo menos 50 mortes registradas neste ano no território mineiro.

Sintomas da doença

É uma doença viral aguda causada pelo vírus da febre amarela. Na maior parte dos casos, os sintomas incluem febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, dores de cabeça e dores musculares, principalmente nas costas. Os sintomas geralmente melhoram ao fim de cinco dias. Em algumas pessoas, no prazo de um dia após os sintomas melhorarem, a febre regressa, aparecem dores abdominais e as lesões no fígado causam icterícia. Quando isto ocorre, aumenta o risco de insuficiência renal.

O vírus é transmitido pela picada de um mosquito fêmea infetado. A febre amarela infeta apenas seres humanos, outros primatas e várias espécies de mosquitos. Nas cidades é transmitida principalmente por mosquitos da espécie Aedes aegypti.  Para confirmar um caso suspeito, é necessário analisar o sangue através de reação em cadeia da polimerase.

Foto: ASSCOM Varginha

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