Três Corações: Trote com alimentos e preservativo termina em caso de polícia

Um trote virou caso de polícia em Três Corações. Uma caloura do curso de veterinária da Universidade Vale do Rio Verde (Unincor) foi obrigada a engolir alimentos que não queria e também passou por outros constrangimentos. Segundo relatos, ela chegou a desmaiar e foi parar até no hospital. O trote aconteceu em frente à universidade, logo no segundo dia de aulas da jovem, que sempre sonhou em estudar veterinária. Os alunos do 1º período de Medicina Veterinária foram colocados sentados no asfalto e amarrados pelo braço com uma corda.

A estudante, disse por telefone que seguranças e até professores presenciaram o trote. Ela foi obrigada a comer alimentos que não queria.

“Cebola, gengibre, jiló, pão com ovo cru, pão com ovo e açucar, fizeram muita coisa. Ai aquilo pra mim foi uma tortura, porque eu tive que comer as coisas forçada. Tudo que eles estavam fazendo era forçado”, disse a estudante.

Ela ainda contou por telefone sobre o momento em que mais se assustou. “Na hora que um veterano colocou um preservativo na minha boca. Ai no que ele colocou o preservativo na minha boca, eu não lembro de mais nada. Eu só fui acordar no hospital”, disse a estudante.

A universitária foi levada por outros estudantes para o Hospital São Sebastião, onde tomou soro e foi liberada. A Polícia Militar foi acionada e registrou o boletim de ocorrência.

Trote teria acontecido em frente a universidade em Três Corações (Foto: Reprodução EPTV)
Trote teria acontecido em frente a universidade em Três Corações (Foto: Reprodução EPTV)

A polícia chegou a se deslocar até a porta da universidade, mas o trote já tinha terminado. Em nota, a universidade disse que, apesar do trote ter sido na rua, está apurando os fatos para tomar medidas cabíveis contra os envolvidos.

“Foi lavrado um boletim de ocorrência por constrangimento ilegal em razão das circunstâncias e das informações preliminares que chegaram ao conhecimento da Polícia Militar”, disse o tenente da Polícia Militar, André Barbosa.

A Unincor afirmou em nota que já entrou em contato com a aluna e também com a família dela para prestar toda a assistência necessária. A direção da universidade também disse que repudia veementemente qualquer tipo de trote abusivo, que cause humilhação, constrangimento ou violência contra qualquer pessoa.

“Eu achei que eu ia realizar um sonho, e eu to passando por um pesadelo”, completou a estudante.

Fonte: G1 Sul de Minas

 

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