São mais de 400 inscritos para o “Seminário de Educação em Situações de Emergência e Respostas Humanitárias”, em Carmo da Cachoeira

Já são mais de 400 pessoas inscritas para o “Seminário de Educação em Situações de Emergência e Respostas Humanitárias”, que começa nesta quinta-feira (31) e vai até domingo (3), em Carmo da Cachoeira. A maioria é formada por educadores do ensino básico e também universitário, psicólogos, assistentes sociais, bem como pessoas na busca do Bem Comum. O seminário é promovido pela Fraternidade – Federação Humanitária Internacional (FFHI), no município mineiro de Carmo da Cachoeira, sede da FFHI, a cerca de 300 km de Belo Horizonte.

https://www.fraterinternacional.org/educacao-emergencia/

Quase metade das pessoas que fugiram da crise venezuelana é formada por crianças, o que abre um flanco de vulnerabilidade social e humana ainda maior. Pensar e executar frentes educativas como resposta humanitária a essas demandas é a tônica do “Seminário de Educação em Situações de Emergência e Respostas Humanitárias“, promovido pela Fraternidade – Federação Humanitária Internacional (FFHI), de 31 de outubro a 3 de novembro, no município mineiro de Carmo da Cachoeira, sede da FFHI, a cerca de 300 km de Belo Horizonte.

O evento

Palestras, mesas redondas, rodas de conversa, oficinas, vivências e mutirões práticos, vão reunir educadores de diversas linhas pedagógicas. São pessoas e instituições que se congregam na construção do bem comum e da cultura de Paz, além de oferecer aos participantes e colaboradores uma experiência que capacite e sensibilize para a temática humanitária no âmbito da educação.

Segundo o gestor geral da FFHI e um dos palestrantes do encontro, Frei Luciano, teorias educacionais regulares não são úteis em situações de emergência, como os abrigos para refugiados venezuelanos administrados pela FFHI em Roraima. “Crianças que sobreviveram a um terremoto ou escaparam de uma zona de guerra, muitas desacompanhadas de seus pais, exigem outras abordagens pedagógicas para que as feridas da alma, derivadas das motivações que as levaram ao refúgio, possam ser tratadas”, observa.

Frei Luciano observa que o seminário pretende levar a educadores e à sociedade a reflexão de que o futuro de uma geração poderá ser melhor cuidado se, em meio à resposta humanitária, aspectos existentes no mundo subjetivo das crianças forem devidamente cuidados. ” A ideia é que os traumas e desgastes inevitáveis advindos de emergências ou deslocamentos forçados das famílias de seus lares e ambientes naturais possam ser dissolvidos antes de se enraizarem no corpo emocional ou em níveis mais profundos, e que podem no futuro, vir a emergir e interferir no desenvolvimento normal desta criança”.

Palestrantes confirmados

Jacqueline Baumgratz é pedagoga, psicopedagoga, arte-educadora e psicanalista. Especializada em gestão de políticas culturais pela Universidade de Girona (Espanha) e pelo Observatório Itaú Cultural, ganhou o Prêmio Tuxáua/MinC – Articulação de Projetos Culturais.

Yvonne Bezerra de Mello é doutora em Filologia pela Sorbonne, em Políticas Públicas pela UFRJ e em Direitos Humanos pela Loyola University, em Chicago. Dedicou os últimos 30 anos de sua vida a estudos e pesquisas na área de educação.

Reinaldo Nascimento é pedagogo e educador social, pioneiro na implementação da Pedagogia da Emergência.

Ariane Castro é médica, especialista em Medicina de Família e Comunidade Médica da Associação Monte Azul.

Bruna Kadletz era dentista até mudar sua atividade para o ativismo sagrado. É mestre em Sociologia e Mudança Global pela Universidade de Edimburgo (Escócia), com foco em deslocamento forçado e mudança climática. Como parte de seu programa de mestrado, realizou uma pesquisa de campo com refugiados na África do Sul. Desde então, ela visitou e se conectou com comunidades deslocadas em vários países, incluindo África do Sul, Líbano, Jordânia, Palestina, Turquia, Grécia, Sérvia, França, Itália, Reino Unido, Alemanha e Brasil.

Diogo Alvim é biólogo, bacharel em ecologia pela UFRJ, licenciado em biologia e mestre em Agroecossistemas (Agroecologia e Desenvolvimento Rural) pela UFSC. Atua com educação básica, ciências e biologia e EJA na rede particular e Estadual de Minas Gerais. É um educador colaborador da empresa social Ecohabitare, que realiza os projetos Gaia Escola e Escolas em Transição no Brasil coordenados pelo Professor Jose Pacheco. É formado em Liderança Sociocrática pela Organização Sociocracia Brasil.

SERVIÇO

EVENTO: “Seminário de Educação em Situações de Emergência e Respostas Humanitárias
DATAS: De 31 de outubro a 3 de novembro de 2019
LOCAL: Comunidade Luz-Figueira, Carmo da Cachoeira, Minas Gerais
Rua Presidente Antonio Carlos, 400 – Carmo da Cachoeira, MG – 37225-000
https://www.fraterinternacional.org/educacao-emergencia/
SOBRE A FRATERNIDADE – FEDERAÇÃO HUMANITÁRIA INTERNACIONAL

Fundada em 1987 e sediada em Carmo da Cachoeira (MG), a Fraternidade é uma rede global de caráter filosófico, cultural, humanitário, ambiental e beneficente. Ao longo de 32 anos de existência, mais de 60 mil voluntários já aderiram aos esforços da FFHI pela propagação da paz. A entidade congrega 23 associações civis, nacionais e internacionais, com grupos coligados que atuam em 18 países. Entre suas principais atividades estão missões humanitárias em situações críticas em diversas regiões do mundo, já realizadas em países como Uruguai, Etiópia, Turquia, Quênia, Congo e Nepal, além de missões no sertão brasileiro e em Mariana e Brumadinho, após o rompimento de barragens com rejeitos de mineração. As principais missões em andamento ocorrem em Roraima desde 2016, e na Colômbia desde setembro de 2018, ambas em apoio a  centenas de refugiados que chegam diariamente da Venezuela. As missões são realizadas pela FMHI – Missões Humanitárias Internacionais, divisão da FFHI. De ação independente e neutra, a FFHI atua sem vínculos políticos ou econômicos e é não sectária, acolhendo todos os credos, culturas e religiões. Todas as atividades são financiadas por doações.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa / Foto: Divulgação

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