Pouso Alegre: Estações para prevenir enchentes são instaladas

A cidade de Pouso Alegre, passa a contar com dois equipamentos para prevenção de enchentes a partir desta quarta-feira (7). As chamadas estações hidrológicas vão ajudar a Defesa Civil a acompanhar o volume de chuvas e o nível dos rios que cortam a cidade e fazem parte de um investimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão vinculado ao Instituto de Pesquisas Espaciais do Governo Federal (INPE). No Sul de Minas, há estações como essas em outros quatro municípios.

Cada equipamento custa R$ 80 mil e funciona como um sensor. Ele registra de hora em hora, por foto e vídeo, as condições do rio, além de informar graficamente o quanto choveu no local até aquele momento e emitir alertas sobre situações de risco.

Se o rio começa a encher acima de um limite considerado seguro, as informações passam a ser atualizadas a cada 10 minutos. Todo o monitoramento pode ser acompanhado em tempo real pelos moradores, por meio de um site na internet, mantido pelo Cemaden.

Vista do Rio Sapucaí Mirim a partir da estação hidrológica em Pouso Alegre, MG (Foto: Reprodução/Cemaden)
Vista do Rio Sapucaí Mirim a partir da estação hidrológica em Pouso Alegre (Foto: Reprodução/Cemaden)

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Pouso Alegre, Jean Willians Correa, uma das estações foi fixada sobre a ponte do Rio Sapucaí Mirim, na BR-459. A outra começou a ser instalada na tarde desta terça-feira (6) na Avenida Dique 2, para monitorar o Rio Mandu.

“É um recurso importante dentro do nosso plano de contingência [de enchente]. Na segunda-feira [5], fizemos a revisão anual de como vamos nos organizar, junto com outros órgãos, como Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Copasa e Cemig, para garantir que, caso haja algum problema em decorrência do período chuvoso, possamos atender a população”, explicou o coordenador.

Estação hidrológica na ponte sobre o Rio Sapucaí Mirim, às margens da BR-459, em Pouso Alegre,MG (Foto: Ascom/Prefeitura de Pouso Alegre)
Por meio de sensor, equipamento registra por meio de fotos, imagens e gráficos a situação dos rios (Foto: Ascom/Prefeitura de Pouso Alegre)

Plano contra enchentes
O plano para prevenir e combater os efeitos de alagamentos e enchentes na cidade envolve o mapeamento das áreas de maior risco e as medidas de apoio aos moradores. Em Pouso Alegre, bairros como Jardim Yara, Faisqueira, Cidade Jardim, Ipiranga e Solar dos Quita são considerados áreas de inundação gradual. Já o Centro e os bairros Shangrilá e Jardim Noronha, bem como parte do Jardim Yara e do Faisqueira, sofrem mais com alagamentos bruscos.

“Para cada situação, temos que ter um preparo específico. Por exemplo, se há famílias desalojadas, há cinco escolas preparadas para recebê-las. Quem vai levar, como vai ser o transporte, compra de alimentos, trabalhos de limpeza (no rio, nos bueiros), manutenção de comportas, tudo isso foi avaliado para que, até abril, período mais chuvoso na cidade, estejamos prontos para possíveis emergências”, disse Correa.

Em 2016, a cidade registrou alagamentos nos meses de janeiro e março. Na inundação de janeiro, pelo menos 100 casas foram invadidas pela água e ao menos 20 pessoas ficaram desalojadas.

Água tomou as ruas de Pouso Alegre (MG) (Foto: Reprodução EPTV)
Água tomou as ruas de Pouso Alegre em janeiro e março de 2016 (Foto: Reprodução/EPTV)

Além das estações hidrológicas instaladas, o município ainda conta com cinco pluviômetros automáticos (localizados no Centro, Aeroporto Municipal, morro do Cristo Redentor, Rio Sapucaí Mirim e bairro Monte Azul) e outros seis semiautomáticos.

“É com base nos dados desses equipamentos que podemos estabelecer alguma previsão de como deve ser o comportamento das chuvas pelos próximos meses. O Cemaden também nos manda alertas. Por exemplo, em outubro deste ano, pudemos constatar que choveu acima da média registrada em outubro de 2015. Já em novembro, choveu a mesma quantidade que no mesmo período do ano anterior. Por enquanto, não há risco de enchente, pois o rio está em um nível seguro”, afirmou.

De acordo com dados do Cemaden, Ipuiúna, passou a ter monitoramento do volume de chuva e do nível do Rio Pardo na segunda-feira (5). Há ainda estações hidrológicas em Poços de Caldas, Perdões e Itajubá.

Fonte: G1 Sul de Minas

 

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