Polícia faz reconstituição de crime que matou músico em Poços de Caldas

A Polícia Civil fez nesta segunda-feira (30), a reconstituição do assassinato de um músico em Poços de Caldas. O crime aconteceu na última semana, quando um escrivão de polícia teria baleado Yuri Antônio Gonçalves Vila Lobos, de 24 anos, em um apartamento no bairro Quissisana.

Oito policiais entre delegados, investigadores e peritos participaram da reconstituição, que durou quase 2 horas. A principal testemunha do caso é o dono do apartamento, que participou do processo. A polícia ainda não sabe dizer qual foi o motivo do crime.

O principal suspeito, Thiago Galvão Bernardes, de 30 anos, que trabalha na Delegacia de Cabo Verde, foi preso em flagrante e está detido na casa de custódia em Belo Horizonte.Ele não participou da reconstituição.

Para o delegado responsável pela investigação, Cleyson Rodrigo Brene, não houve necessidade. “Na declaração, ele afirmou que não se recordava dos fatos. Como tínhamos o depoimento com riqueza de detalhes da testemunha, optamos por fazer a reconstituição com a testemunha”, disse.

Polícia faz reconstituição de crime que matou músico em Poços de Caldas (MG) (Foto: Reprodução EPTV)
Polícia faz reconstituição de crime que matou músico em Poços de Caldas (MG) (Foto: Reprodução EPTV)

O relatório da reconstituição é o passo final para a conclusão do inquérito, que deve ser finalizado nesta terça-feira (31). Segundo o delegado, as cenas reproduzidas pela  testemunha foram fiéis ao relato feito por ela no dia do crime.

“Ele, com bastante lucidez, apresentou todos os pontos onde os envolvidos estavam no interior do apartamento e reafirmou todas as informações que trouxe durante depoimento. Ele foi ouvido duas vezes e relatou como tudo aconteceu, dizendo que o policial sacou a arma de fogo, sem motivo algum, sem discussão, sem falar qualquer tipo de frase e disparou”, comentou Brene.

A testemunha
O dono do apartamento falou sobre o tipo de relação que tinha com a vítima. “Nós já tocamos juntos há uns 6 anos atrás eu acredito. E nós estávamos voltando ao nosso relacionamento como amigos porque a gente ia tocar, a gente ia tocar juntos de novo”.

O rapaz confirmou também que conhecia o policial apenas de vista e contou ainda que está com um dos joelhos machucados porque teria corrido do apartamento assim que o assassinato aconteceu. “Meu medo era morrer também. Eu percebi que eu poderia morrer… eu poderia ser o próximo alvo”, acrescentou.

O caso
O crime aconteceu na madrugada do dia 22 de maio. O estudante e músico Yuri Vilas Boas foi encontrado morto dentro de um apartamento em um condomínio de Poços de Caldas. O escrivão Tiago Bernardes foi preso em flagrante. Ele teria atirado no jovem com uma arma de uso da Polícia Civil.

A vítima, o policial e a testemunha do crime teriam se encontrado horas antes em um bar no Centro da cidade e seguido para o condomínio para continuar a consumir bebidas alcoólicas, segundo a polícia.

Ainda de acordo com a polícia, o policial que é suspeito do crime está há 3 anos na instituição e chegou a ficar afastado por oito meses, com depressão e retornou em fevereiro deste ano.

Estudante de 24 anos foi morto por escrivão da Polícia Civil em Poços de Caldas (Foto: Reprodução EPTV)
Estudante de 24 anos foi morto por escrivão da Polícia Civil em Poços de Caldas (Foto: Reprodução EPTV)

 

 

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