Órgão ambiental fiscaliza pontos onde ocorreu vazamento de barbotina em Poços de Caldas

A fiscalização por parte do Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) teve início na fábrica da Lorenzetti, em Poços de Caldas (MG), na manhã desta terça-feira (5). A empresa foi responsável por vazar 25 toneladas de barbotina, um composto de argila e caulim, no Ribeirão Ponte Alta, no dia 23 de agosto.

Um fiscal do NEA começou os trabalhos no início da manhã. Ele visitou pontos da represa para verificar a tonalidade da água. Segundo o funcionário, a aparência já voltou ao normal. A fiscalização continuou com a visita à sede da empresa.

A Lorezentti informou que um grupo já foi contratado para analisar a qualidade da água ao longo dos cinco quilômetros do leito do rio. A preocupação era que o material atingisse a Represa Saturnino de Brito, que abastece 30 bairros da cidade.

Mas, segundo o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), apenas uma pequena quantidade do produto atingiu a represa, o que foi insuficiente para contaminar a água.

Multa

A previsão é que o valor da multa ambiental a ser paga pela empresa seja definido após as fiscalizações. A informação é que, assim que um valor for determinado, ele será dobrado. Isso porque a lei prevê que, em caso de acidente ambiental, os responsáveis têm um prazo de quatro horas para acionar os órgãos ambientais.

No caso da Lorenzetti, o alerta foi feito apenas nove horas depois do vazamento.

Tanque se rompeu e composto de argilo atingiu ribeirão em Poços de Caldas (MG). (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Tanque se rompeu e composto de argilo atingiu ribeirão em Poços de Caldas. (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Fonte: G1 Sul de Minas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *