Ministério Público investiga suspeitos em rede de agiotas em Lavras

Uma pessoa foi presa e 13 mandados de busca e apreensão, sendo um deles no interior do fórum local, foram cumpridos na manhã desta sexta-feira (12) em Lavras.
A ação faz parte de investigação sobre fraudes na contratação de shows artísticos e lavagem de dinheiro em Minas, empenhada pelo Ministério Público do Estado, Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Lavras e apoio da Receita Federal.

De acordo com o MP, foi descoberta uma complexa rede de agiotagem, com atividade prolongada no município, uso de documentos falsos, lavagem de dinheiro e corrupção para a manutenção da atividade criminosa.

Segundo as apurações, servidores públicos de vários setores foram cooptados para a formação de uma rede de proteção e vazamento de informações sigilosas.
A operação, chamada Octopus, foi possível com os trabalhos de seis auditores da Receita Federal, 45 policiais militares, um policial civil, nove promotores de Justiça e 14 servidores do Ministério Público. Também foram utilizadas 18 viaturas da PM.

Fraudes em shows

Investigação atual, chamada de Operação Octopus é decorrente de outras operações do Ministério Público que resolveram crimes de fraudes em shows e lavagem de dinheiro.O MP identificou a rede de agiotagem.

A primeira operação feita em 2013, chamada “VIP”, prendeu três empresários de Lavras, suspeitos de fraude em licitações para contratação de shows artísticos. Também foram cumpridos mandados em Três Pontas, Conceição do Rio Verde, Coqueiral e Ijaci, na época.

Logo na primeira operação, o MP identificou uma movimentação de R$ 11 milhões e contratos com 20 cidades. O grupo superfaturava contratos de shows públicos.
Já na segunda etapa, em 2015, foram mais seis presos em Ilicínea, Machado e Nepomuceno.

Fonte: Hoje em Dia / Foto: Ilustrativa

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *