Ex-prefeito de Jesuânia, José Donizette nega irregularidades

Prefeito cassado aponta perseguição por causa de auditoria que apontou desvio de mais de R$ 23 milhões em gestões anteriores

O ex-prefeito José Donizette Nogueira negou que tenha cometido alguma irregularidade ou improbidade administrativa no cargo de chefe do Executivo de Jesuânia. José Donizette teve o mandato cassado na última sexta-feira (12) pela Câmara de Vereadores, acusado de utilizar mão de obra da Prefeitura na reforma do prédio da Igreja da qual é membro e pastor auxiliar. A denúncia foi feita em 2017 pela ex vereadora Renata Ribeiro, moradora da cidade e apresentada à Câmara de Vereadores pela terceira vez em fevereiro deste ano. Diante disso, foi aberta uma Comissão Processante, que culminou com a cassação do mandato de José Donizette Nogueira, por seis votos favoráveis e três contrários.

José Donizette confirmou que três servidores públicos trabalharam na reforma do imóvel, mas que a Prefeitura anotou falta e descontou os dias de trabalho dos servidores. Ainda segundo o prefeito, pelo serviço executado no imóvel, a Igreja pagou o valor de cerca de R$ 700,00. “Esse pagamento foi feito pela Igreja, com emissão de recibo e tudo realizado de maneira legal. A Prefeitura de Jesuânia não pagou nenhum centavo pelo serviço”, explica o prefeito.
José Donizette acrescenta que “a moradora que fez a denúncia, invadiu o prédio da Igreja, abriu uma janela e filmou os servidores trabalhando no imóvel”. “Eles foram contratados pela Igreja para realizar a obra e a Igreja foi responsável pelo pagamento dos honorários dos servidores. Do meu bolso e nem dos cofres públicos saiu um centavo sequer para arcar com essa despesa e a falta ao trabalho foi descontada no holerite dos trabalhadores”, reforça José Donizette.
Ainda segundo o ex-prefeito, o motivo que gerou a denúncia, considerada por ele como fraude, foi o fato de ter sido contratada uma auditoria para verificar supostas irregularidades em gestões anteriores. O trabalho da auditoria demorou um ano. O relatório final, que foi entregue ao Ministério Público, contém 1148 páginas e 353 processos auditados e apontou um rombo de R$ 23 milhões aos cofres públicos. “Foram identificados desvios que totalizam R$ 23 milhões de prejuízo ao erário público”, acusa o ex-prefeito. Em entrevista, José Donizette disse ainda que, no cargo de prefeito, colaborou também com outras instituições religiosas, inclusive com a Igreja Católica, atendendo requerimento do padre e que, inclusive, o próprio padre, cinco pastores, um tenente do Exército, uma professora e o prefeito de Caxambu, Diogo Curi, que é presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Circuito das Águas (AMAG) prestaram depoimento em favor do ex-prefeito.

Fonte: Jornal Panorama

Foto: Reprodução

 

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