Criação de fundação cultural vira polêmica em Pouso Alegre

A criação de uma fundação cultural tem sido alvo de polêmica em Pouso Alegre. De acordo com o projeto de lei sancionado pelo prefeito Agnaldo Perugini (PT), será repassada para a Fundação Cultural Tuany Toledo a quantia de R$ 157 mil por mês, ou seja, 10% da verba anual do Legislativo. O projeto, votado no último dia 7 de junho, teve 12 votos a favor e dois contra na Câmara dos Vereadores.

O vereador Hamilton Magalhães (PTB), que votou contra o projeto, considera as nomeações irregulares e crítica o orçamento que será destinado para a manutenção da entidade.

“Existem outras prioridades. Pavimentação de ruas, saneamento básico, lógico que é parte da prefeitura, mas ela (a Câmara Municipal) pode ajudar de alguma forma. Tem a merenda escolar que, por sinal, vem sendo muito criticada por estar em falta nas escolas”, afirma o vereador.

População questiona como será aplicada verba de R$ 157 mil mensais em fundação cultural em Pouso Alegre (Foto: Reprodução EPTV)
População questiona como será aplicada verba de R$ 157 mil mensais (Foto: Reprodução EPTV)

Para Stela Saponara, que faz parte da Academia Pousoalegrense de Letras, a fundação foi criada sem participação popular e não deve contribuir com a cultura na cidade.“Esta fundação está ilegítima desde o começo, porque eles falam muito em comunicação em todo o texto, mas o que eles deveriam ter feito era comunicar o povo. Pedir a opinião do povo, porque a câmara não é do vereador e nem do presidente da casa, ela é do povo, ela é nossa”, alega Saponara.

A Fundação Cultural Tuany Toledo será responsável pelo Museu Histórico, pela Escola do Legislativo, e pelas emissoras de televisão e de rádio FM da Câmara de Vereadores. De acordo com o documento 03, artigos 7 e 8, o Conselho Curador é o órgão superior para as decisões na fundação. Ele será constituído por 12 membros e presidido pelo presidente da Câmara Municipal.

A comissão executiva será formada pelo 1º secretário da mesa diretora do Legislativo; pelo chefe de gabinete da prefeitura; pelo secretário municipal de cultura e mais um diretor executivo da fundação; além de outros sete cargos rotativos. Já o documento 08, artigo 9, parágrafo 3, traz que a primeira formação do conselho curador, inclusive com os suplentes, dever ser nomeada pela Câmara.

Os mandatos são de quatro anos com possibilidade de mais quatro. O presidente da casa nega que a escolha dos cargos ficará centralizada.

“O que muda é a gestão. Teremos uma metodologia para quatro anos e não para um ano como acontece hoje. Cada vez que muda o presidente da Câmara, muda o direcionamento das ações tanto do museu quanto da escola do Legislativo e da tv”, explica o explica o presidente da Câmara, Maurício Tutty (PROS).

Criação de fundação cultural virou polêmica em Pouso Alegre, MG (Foto: Reprodução EPTV)
Criação de fundação cultural virou polêmica em Pouso Alegre, MG (Foto: Reprodução EPTV)

 

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