Com expediente menor em posto, procura por hospital cresce em Pouso

Segundo a administração, demanda em pronto socorro cresceu 30%.
Pronto atendimento São Geraldo pode voltar a atender até às 22h.

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O número de atendimentos no pronto-socorro do Hospital das Clínicas Samuel Libânio, em Pouso Alegre (MG), aumentou em cerca de 30% desde que uma das unidades de saúde municipais teve o expediente reduzido e outro posto passou a enfrentar falta de médicos e remédios. A afirmação é da diretora administrativa do hospital, Jusselma de Paiva. “A situação do hospital está gravíssima, está caótica”, afirmou nesta sexta-feira (31).

No Bairro São Geraldo, o atendimento que acontecia até às 22h foi limitado, a partir do dia 22 de julho, até às 19h. Já no pronto atendimento do Bairro São João, que funciona 24h, os funcionários trabalham em operação tartaruga desde o dia 23 de julho e, assim, atendem apenas metade da demanda.

Andressa Kelly de Oliveira Castro, que mora em frente ao posto do São João, teve que levar a mãe, Benedita Agda Fraga, para o hospital. “É uma vergonha, né? É um absurdo para a população”, disse, bastante indignada.

Com o pronto socorro lotado, restou a dona Benedita lidar com o mal estar que sentia. “Se a gente fica ruim, tem que correr pra cá. Não tem médico, não tem nada lá”, comenta a idosa.

Em nota, a Prefeitura de Pouso Alegre informou que o pronto atendimento do Bairro São Geraldi voltará a funcionar das 7h às 22h, mas nenhum prazo foi dado. A administração também informou que pediu a reposição de materiais nos postos. Quanto à suspensão do pagamento de horas extras aos funcionários, a prefeitura ainda disse que elas estão autorizadas, desde que haja necessidade.

Segundo hospital, pronto-socorro está sobrecarregado com demanda de pronto atendimentos.
Segundo hospital, pronto-socorro está sobrecarregado com demanda de pronto atendimentos.

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